Yan Sasse, com a esposa Gabriela e o filho Théo, em Tunis
Em 2022, Yan Sasse ficou sete meses sem jogar futebol. Ele havia saído do América-MG livre depois de sofrer com uma série de lesões até precisar realmente parar para cuidar de um problema no púbis por conta própria.
Na época, pensou em desistir do futebol. Pouco mais de dois anos depois, a vida do jogador mudou. Aos 26 anos de idade, transformou-se em destaque do Espérance, da Tunísia, que inicia neste sábado, às 16h, em Tunis, a disputa do título Liga dos Campeões da África contra o Al Ahly, do Egito. O jogo de volta será no dia 25 de maio, no Cairo.
A decisão da competição tem uma importância gigantesca para o Espérance. O último título do clube na competição foi conquistado em 2019, em uma decisão polêmica contra o Wydad Casablanca, do Marrocos. Na ocasião, no jogo de volta, um gol anulado provocou o abandono do Wydad. Depois de dois meses de briga na Justiça, o Espérance acabou declarado campeão.
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- Aqui só se fala nesse jogo. Encontro torcedores na rua, no restaurante, no shopping, e eles falam: "Esquece as copas, o nacional, só precisamos ganhar esse título". Desde que cheguei aqui, é o que mais pedem. Vamos enfrentar o maior vencedor, um dos maiores clubes da África, mas acredito que temos chance sim - afirmou Yan Sasse em entrevista ao ge.
O Al Ahly tem 11 títulos, três deles nos últimos quatro anos, e cinco vice-campeonatos. Além disso, vai disputar sua sétima final da competição em oito anos. O Espérance vai em busca de seu quinto título. O clube da Tunísia também terminou vice-campeão em quatro oportunidades.
Contratado para assumir a camisa 10 do Espérance, Yan Sasse correspondeu ao que se esperava dele. Ele participou dos 12 jogos da campanha (sendo dois da fase eliminatória antes da fase de grupos), todos como titular, marcou três gols, um deles na vitória por 1 a 0 sobre o Sundowns, da África do Sul, no jogo de ida da semifinal, e deu uma assistência.
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- No começo, foi muito complicado. Quando chega, você assusta um pouco, com uma cultura diferente, mas eu desde que cheguei no aeroporto fui recebido muito bem pelos torcedores. Percebi que estava em um lugar bom, e assim você chega com outro ânimo. Eles já me olhavam com esperança de que eu havia chegado para ajudar. O que mais me ajudou foi ser abraçado pelos torcedores. A adaptação foi bem tranquila, leve e consegui desempenhar um bom futebol - afirmou Yan.
Fonte: GE