A audiência de júri para julgar o caso da jornalista Luka Dias, de 37 anos, que em abril de 2022 fugiu do apartamento do então namorado, Fred Henrique Lima Moreira, em Copacabana, após ser torturada por três dias, foi marcada para o dia 15 de outubro, às 11h.
Desde as agressões, ela precisou passar por ao menos três procedimentos médicos — entre eles uma cirurgia reparatória no maxilar, dois meses após as violências sofridas, devido a um processo inflamatório persistente. Moreira foi preso por tentativa de feminicídio, estupro, cárcere privado e tortura.
A jornalista manteve um relacionamento com Fred por cerca de oito meses e ele já demonstrava um perfil violento e manipulador. Em sua ficha criminal, já havia anotações por violência doméstica, tráfico de drogas, associação para o tráfico, porte ilegal de arma de fogo, ameaça e resistência. Após as agressões, ele foi preso.
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Ele chegou a agredi-la em 31 de dezembro de 2021 e depois no dia 26 de abril de 2022, ocasião em que começou a ofendê-la com acusações de infidelidade e depois passou a golpeá-la com o cassetete nas pernas, nas costas e na cabeça.
Na manhã seguinte, ao acordar, a vítima tentou gritar por socorro e acabou por receber um golpe de mata-leão por pelo menos três vezes. Fred ainda puxou o cabelo da namorada e arremessou no solo, dando golpes em sua cabeça até a mulher desmaiar. Até que ela conseguiu deixar o apartamento e procurar a delegacia.
Em 2022, depois que Luka conseguiu fugir, ela continuou a ser ameaçada pelo agressor antes de ele ser preso. Em mensagens enviadas ao celular da jornalista enquanto ela estava no hospital, ele escreveu: "Um dia tu sai (sic), hospital não é eterno". Desde então, a jornalista passou a se considerar uma sobrevivente.
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— Somos muito mais fortes do que pensamos: basta acreditarmos nessa nossa força e no trabalho da polícia, que foi extremamente ágil, eficiente e cuidadosa. Não somos o sexo frágil, somos o sexo forte, somos imbatíveis! Apesar de a minha família ter desmoronado com tudo que aconteceu, sobrevivi a uma agressão física e a um abuso mental. Hoje, tenho a certeza de que sou uma sobrevivente — relatou a jornalista, em entrevista ao GLOBO em 2022.
Fonte:Extra