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Naufrágios violentos continuam acontecendo em áreas de pontos críticos já conhecidos das autoridades de Marinha e das prefeituras do Purus. VEJA VÍDEOS
Foto: Reprodução

Imagens do Porto de Pauini e de um trecho entre o município de Boca do Acre com barcos encalhados

Por Xico Nery, correspodente do "PORTAL DO ZACARIAS" no interior do Amazonas - A mesorregião amazonense do Purus, diferentemente do século passado, continua liderando o ranking de naufrágios de embarcações com perdas inestimáveis de mercadorias e até perdas de vidas humanas.

 

O epicentro das tragédias tem se mantido entre os trechos mais navegáveis durante o inverno e o verão amazônico, “ora com fundamento de embarcações que se chocam entre si, ora por conta da estiagem e seca extrema”.

 

- Ambos os fenômenos são responsáveis por choques entre barcos tipo recreio, balsas e embarcações de porte médio, revelam pessoas familiarizadas com setores da Marinha.

 

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No período de uma semana a Capitania dos Portos, em Manaus, registrou duas ocorrências de natureza grave, segundo às quais, um barco e uma balsa transportando mercadorias e combustíveis foram à pique no trecho entre Boca do Acre, Pauini e Lábrea.

 

Um barco que levava produtos alimentícios e material de construção foi avariado ao colidir com rochas subaquáticas na passagem pela Comunidade Curitiba, em Pauini. Já o empurrador com petróleo, foi avariado ao furar o casco depois de bater em pedras e troncos num dos trechos de pontos críticos considerados mais críticos da rota a Lábrea Pauini,

 

A embarcação, que transportava combustíveis (gasolina e óleo diesel), encalhou depois de ter o casco do vão central ter sido perfurado por conta do forte impacto. O trecho todos os anos apresenta sérios problemas à navegação de cabotagem e transporte de passageiros por recreios.

 

Segundo experientes comandantes de embarcações da rota Manaus-Pauini e Lábrea, os prefeitos Renato Afonso (PSD) e de Lábrea, Gean Campos de Barros (MDB), “simplesmente não relacionaram esses trechos para dragagem neste ano”.

 

À reportagem, agentes do setor de hidrovias do Purus informaram que, “o Governo Federal, anualmente, no período de seca, atua no sistema de dragagem para facilitar a navegação nos rios amazonenses”.

 

- Este ano ao que parece, as prefeituras podem ter relaxado um pouco as indicações de áreas com baixos índices níveis de água nas calhas do Purus e Madeira, garantiram fontes do setor,.

 

Num rápido giro pela mesorregião amazonense do Purus, a reportagem identificou que a maioria dos acidentes tem sido causado por falta de sinalização em áreas com bancos de areia, pedras rochosas e de descida de troncos de árvores lançados aleatoriamente dentro dos rios.

 

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A falta de sinalização ao longo dos pontos críticos no Purus tem contribuído para o aumento do número de acidentes. Inclusive com vítimas fatais e perdas incalculáveis de mercadorias. Em menos de uma semana, dois naufrágios foram registrados na divisa dos municípios de Boca do Acre, Pauini e Lábrea, no mesmo trecho.

 

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