Premier afirmou que operação militar vai buscar a vitória contra o Hamas e que nenhuma interferência externa pode impedir o país de buscar esse objetivo
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que nem a Corte Internacional de Justiça (CIJ), em Haia, nem qualquer outra parte externa seria capaz de interromper a ofensiva militar do país em Gaza, na véspera do 100º dia de conflito entre israelenses e o grupo terrorista Hamas.
— Ninguém vai nos parar: nem Haia, nem o eixo do mal e nem ninguém. É possível e necessário continuar até a vitória e nós vamos fazer isso — declarou Netanyahu durante uma coletiva de imprensa televisionada neste sábado.
A menção do premier à CIJ ocorre um dia depois de Israel apresentar sua defesa no tribunal internacional, no âmbito da ação movida pela África do Sul, que acusa o Estado judeu de ter violado a Convenção das Nações Unidas sobre Genocídio durante os ataques ao enclave palestino. Pretória afirma que os ataques israelenses ao território tiveram um impacto desproporcional na população civil, e utilizou falas de autoridades, incluindo de Netanyahu, para argumentar que houve intento genocida nas ações.
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A defesa israelense, por outro lado, tentou afastar a acusação de genocídio, afirmando que os danos causados pela guerra não podem ser comparados ao crime, que exige uma intencionalidade distinta, e definindo o escopo da guerra como sendo um embate contra o Hamas.
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A guerra em Gaza já vitimou mais de 23,5 mil palestinos, de acordo com o Ministério da Saúde do enclave palestino administrado pelo Hamas. Em Israel, além das cerca de 1,2 mil pessoas mortas no ataque terrorista de outubro, pouco menos de 200 militares morreram durante o avanço sobre o território palestino. (Com AFP)
Fonte: O Globo