Premiê de Israel se reuniu com o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, para falar sobre um acordo e o interesse em derrubar o Hamas
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou em uma reunião a portas fechadas com o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, que não aceitará um acordo de recuperação dos reféns israelenses se isso implicar um cessar-fogo definitivo em Gaza.
No começo desta semana, a delegação política do Hamas viajou ao Cairo, no Egito, e apresentou aos porta-vozes dos países mediadores termos que incluem apenas uma trégua temporária e troca de número limitado de reféns.
Contudo, uma declaração dada pelo Hamas à AFP, nesta quarta-feira (1º/5), indica a real intenção do grupo em acabar com o conflito.“Há grande interesse do Hamas e de todas as facções da resistência palestina em acabar com esta guerra insana contra o povo palestino, que consumiu tudo. Mas não será a qualquer custo”, disse Suhail al-Hindi, um alto funcionário do grupo.
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O “CEO” do Hamas, Zaher Jabarin, diz que o cessar-fogo permanente é a condição para a liberação dos reféns.“A possibilidade de sucesso ou fracasso será determinada pela capacidade de alcançar uma decisão de cessar-fogo permanente, uma retirada (israelense) da Faixa de Gaza, o retorno dos deslocados, um cronograma claro para o início da reconstrução e um acordo de troca que elimine qualquer injustiça sobre os detidos palestinos, homens e mulheres” afirma Jabarin.
Netanyahu vem resistindo à condição imposta pelo Hamas. O primeiro-ministro afirmou que o exército do país entraria em Rafah “com ou sem acordo” sobre os reféns. A declaração contraria uma fala de seu chanceler, que no fim de semana disse que não haveria operação contra Rafah se um acordo fosse firmado.
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“A ideia de que vamos interromper a guerra antes de atingir todos os objetivos está fora de discussão. Entraremos em Rafah e eliminaremos os batalhões do Hamas, com ou sem acordo [de trégua], para conseguir a vitória total”, disse Netanyahu durante um encontro com representantes das famílias dos reféns capturados pelo Hamas na terça, segundo um comunicado divulgado pelo seu gabinete.
Fonte: G1