Israel foi alvo de intenso ataque por parte do grupo extremista islâmico armado Hamas, que Netanyahu ameaçou transformar “em ruínas”
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, fez discurso transmitido nas televisões do país na noite deste sábado (7/10). Ele pediu que os moradores da Faixa de Gaza deixem o local, porque a contra-ofensiva israelense agirá “em todos os lugares e com todas as forças”.
Israel amanheceu o dia sob intenso ataque com mísseis e avanço terrestre. A ofensiva foi reinvindicada pelo grupo extremista islâmico armado Hamas, e cerca de 500 mortes já foram registradas dos dois lados do conflito.
“Todos os lugares onde o Hamas está organizado, nesta cidade do mal, todos os lugares onde o Hamas se esconde, onde opera: nós os transformaremos em ruínas”, destacou Netanyahu.
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O primeiro-ministro admitiu que a guerra “será difícil” e “levará tempo”. “Venceremos esta guerra, mas o preço é demasiado elevado para suportar. Este é um dia muito difícil para todos nós”, afirmou.
A ação dos extremistas surpreendeu a inteligência do governo israelense, que não conseguiu antecipar o ataque e permitiu, dessa forma, que diversos pontos mais distantes da Faixa de Gaza fossem invadidos. A vulnerabilidade é semelhante à Guerra do Yom Kippur, há exatos 50 anos, quando Israel foi alvo de ataques coordenados por parte do Egito e da Síria.
Mohammad Deif, comandante do grupo armado, afirmou em comunicado que 5 mil foguetes foram lançados. Membros do Hamas entraram no território israelense pela Faixa de Gaza em mais de vinte pontos, e atingiram ou levaram israelenses como reféns. Os confrontos foram registrados principalmente na região sul do país. O governo de Israel convocou reservistas e iniciou forte
BOMBARDEIO A ISRAEL
Israel foi alvo de bombardeios e invasões terrestres. O ataque surpresa é considerado, pelas autoridades do país, um dos maiores da história.
Um comandante do movimento islâmico Hamas, além de reivindicar a autoria dos ataques, afirmou se tratar de o início de uma operação. “Este é o dia da maior batalha para acabar com a última ocupação”, afirmou Mohammad Deif.
Em pronunciamento à televisão estatal israelense, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ordenou a convocação de reservistas do exército.
“Nós estamos em guerra. Vamos lutar com um poder que o inimigo ainda não conhece”, falou Netanyahu. Até o começo da manhã deste sábado, cerca de 2,2 mil foguetes foram disparadas em direção a Israel.
BRASILEIROS FERIDOS
O Itamaraty informou que, até o momento, há um brasileiro ferido e dois desaparecidos em Israel. Eles estavam em uma festa rave no sul do país, quando o local foi alvo de bombardeio e ataques, na madrugada deste sábado (7/10).
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O órgão indicou que o ferido já recebe tratamento em um hospital israelense. Enquanto isso, as autoridades tentam, sem sucesso, contato com os outros. Não há informações oficiais se os brasileiros se conheciam.
Fonte: Metropóles