O compromisso com o meio ambiente por meio de uma produção cada vez mais sustentável vem sendo colocado de lado, em detrimento dos lucros
Em um cenário em que a sustentabilidade é cada vez mais cobrada nas diferentes indústrias, grandes marcas de moda estão abrindo mão de compromissos com o meio ambiente anteriormente firmados. É isso que aponta um relatório realizado pela plataforma Business of Fashion (BoF), divulgado nesta semana.
A indústria da moda, frequentemente acusada de práticas pouco sustentáveis, está recuando nos compromissos ambientais. O relatório da Business of Fashion revela que várias marcas renomadas adiaram ou, até mesmo, abandoaram as próprias metas nesse sentido.
A Nike, gigante do vestuário esportivo, reduziu drasticamente a equipe de sustentabilidade: demitiu cerca de 30% dos profissionais da área. Essa decisão, justificada pela empresa como parte de um plano de redução de custos, contradiz o discurso de liderança em sustentabilidade que a marca adotou nos últimos anos.
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Outro dado divulgado é que a Asos, marca de e-commerce, abandonou a meta de zerar as emissões de carbono até 2030. “Reconhecemos que a data-alvo de 2030 para atingir o carbono zero, que inicialmente estabelecemos, já não está mais alinhada com as práticas,” admitiu a empresa em comunicado.
Já a Crocs adiou a meta de neutralidade de carbono em uma década, sob o argumento de que o objetivo inicial de 2030 não considerava o crescimento significativo da empresa. O relatório do BoF dá, como explicação das marcas para o recuo, a recessão pós-pandemia, combinada com pressões de investidores por resultados a curto prazo.
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Nesse contexto de instabilidade econômica, algumas empresas teriam optado por adiar ou reduzir investimentos em iniciativas de sustentabilidade, ao valorizar, ao contrário, uma vantagem competitiva no mercado.Embora fatores econômicos tenham levado marcas de moda a priorizar os lucros em vez da sustentabilidade, as práticas ecológicas devem ser cobradas pelos consumidores. Afinal, a indústria da moda é responsável por 4% de toda a emissão de carbono global e por 35% dos microplásticos que poluem o oceano, segundo dados atualizados do Global Fashion Agenda.
Fonte: Metrópoles