A influenciadora, que passou pelo processo de feminilização recentemente, falou sobre os desafios de ser uma pessoa trans no Brasil.
No Dia do Orgulho LGBTQIAPN+, Maya Massafera usou as redes sociais para falar sobre a data e, principalmente, do drama de ser uma pessoa trans no Brasil. A influenciadora, que passou por uma feminilização recentemente, ainda contou sobre seu processo de transformação. “Na minha cabeça, eu sempre fui mulher”, escreveu no Instagram.
“28/06 Dia do orgulho LGBTQIA+. Demorei muito para entender que sou uma mulher trans. Por diversos motivos. Com muita terapia vou entendendo melhor muita coisa e hoje quero falar sobre um dos motivos. Na minha cabeça, eu sempre fui mulher”, pontuou.
Maya prosseguiu: “Sempre me identifiquei como mulher e em todos meus pensamentos eu fui mulher. Nas minhas grandes amizades, também sempre fui ‘tratada’ no feminino. Mas não me identificava, não conseguia entender que era uma mulher trans”.
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Massafera completou a declaração lembrando os motivos que a fizeram a adias sua transição. “E um dos motivos [deixando claro que nunca foi apenas isso], era porque a sociedade nos colocava sempre em lugar de marginalização”, lamentou.
A youtuber continuou: “A palavra TRAVESTI, por exemplo. A maioria das pessoas não entendem o verdadeiro significado. Vamos lá: você sabia que travesti e mulher trans tem o mesmo significado? Esquece cirurgia plástica, esquece profissão, classe social… esquece tudo e entenda: toda mulher trans é travesti”.

Foto: Reprodução/Instagram
A moça ainda fez uma crítica sobre o assunto, deixando um alerta, principalmente para quem esboça preconceito contra os LGBTQIAPN+. “Toda travesti é mulher trans. Não confunda travesti com “traveco”. Essa palavra nunca deve ser usada, é de uma transfobia gigantesca”, reforçou.
Maya Massafera aproveitou o desabafo para homenagear outras mulheres trans: “Porém, travesti, sou eu, Lea T, Roberta Close, Erika Hilton, Ariadna, todas nós que somos mulheres trans, somos travesti. Então vamos começar a mudar a forma de ver essa palavra e normalizar o que é normal”.
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Ela encerrou o texto demonstrando gratidão ao Dia do Orgulho LGBT. “Quero agradecer e deixar claro, que hoje posso ser eu mesma, porque vieram muitas antes e lutaram muito para que hoje eu e tantas outras meninas, possamos estar ocupando nossos lugares, que seria impossível antigamente”, concluiu.
Fonte: Metrópoles