Compras na data ajudaram a manter indicador no campo positivo, mas não permitiu avanços maiores
As vendas no comércio brasileiro mantiveram estabilidade em novembro, mês importante no calendário nacional por conta da Black Friday. Embora os resultados da temporada de compras tenham evitado que o indicador caísse a níveis negativos, foram insuficientes para impulsionar avanços mais significativos. Os dados mais recentes da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira, apontam aumento de apenas 0,1% nas vendas.Analistas esperavam aumento de 0,5% nas vendas em novembro;
No acumulado do ano, o setor registra alta de 1,7%;
Nos últimos 12 meses, a expansão acumulada é de 1,5%.
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Com a taxa de desemprego no menor patamar desde fevereiro de 2015 (7,5%), se esperava que mais pessoas voltassem a consumir no final do ano passado.Além disso, a Associação Brasileira do Trabalho Temporário (Asserttem) estima que a proporção de trabalhadores temporários contratados fique em torno de 22% neste ano, ultrapassando os 20% registrados em 2023.Seria mais um sinal indicativo de melhorias no cenário macroeconômico. Tendo mais renda disponível, as famílias consomem mais.
Mas, segundo o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, esse consumo ainda está centralizado em bens essenciais, como alimentação, enquanto as famílias tentam reduzir o seu grau de endividamento:A influência de Hiper e Supermercados é muito grande, com peso de 50% no indicador. Não tivemos crescimento nessa atividade nos últimos dois meses, embora o resultado no ano (3,5%) seja positivo. Com o aumento no rendimento real e na ocupação, algumas pessoas podem estar direcionando seu dinheiro para o pagamento de dívidas e evitando o consumo.A maior parte das atividades pesquisadas apresentaram resultados positivos em novembro:
Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (18,6%)
Móveis e eletrodomésticos (4,5%);
Tecidos, vestuário e calçados (3,0%);
Combustíveis e lubrificantes (1,0%);
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Outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,0%);
Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,1%).
Fonte: Nexo