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No Solimões, o município de Coari lidera ranking de violência, assassinatos, tráfico de drogas e latrocínios com bandos de 'Piratas dos Rios' que degolaram e roubaram atleta britânica cujo corpo ainda não foi encontrado
Foto: Reprodução / Portal do Zacarias

Por Xico Nery, correspodente do "PORTAL DO ZACARIAS" no interior do Amazonas - Município de Coari, interior do Amazonas, conhecida na Europa como a “Cidade do Ouro e dos Deuses”, também é difundido em parte do mundo como uma das principais rotas do tráfico Internacional de cocaína, armas e munições que cruzam facilmente do Peru e da Colômbia pela tríplice fronteira do Brasil e chegam aos estados do Acre, Rondônia, Amazonas e desses ao resto do país.

 

Município foi criado, instalado e funciona desde o século XVIII pelo jesuíta alemão Samuel Fritz, e apesar de receber dinheiro público e de Royalties oriundos de participações especiais pela produção de gás natural e petróleo, “continua com infraestrutura precária que ajuda a excluir seus cidadãos à suas riquezas que ficam nas mãos de conhecidos clãs que se revezam no poder”, atestam dirigentes de entidades rurais e de pescadores locais.

 

Já no século XXI (em 2017), a cidade, por fatos adversos à descoberta de gás natural e petróleo na bacia do Rio Urucum e região, por outro lado, também, passou a ser conhecida no Estado, no País e no mundo, com o escândalo protagonizado pelo ex-prefeito Odair Pinheiro - preso e condenado por crime de pedofilia. E depois liberado pelo Judiciário amazonense.

 

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O caso que levou o ex-prefeito de Coari à cadeia e fez com que o município, nesse período, assumisse o suposto protagonismo do ranking das crônicas policiais com as contínuas barbáries também sob autoria das “Quadrilhas de Piratas" que operam no Solimões e da Comunidade Lauro Sodré - onde predomina o sobrenome PINHEIRO e SILVA (conhecidas por integrarem o grupo dos Barrigas D’Água dos Rios) - e pelo desaparecimento misterioso no Rio Solimões da atleta britânica, Emma Kelty, à época, com 43 anos, ainda são lembrados como os piores.

 

 

A britânica Emma Kelty assassinada por grupos de piratas

que atuam no município de Coari e região do Solimões

 

À época, desse novo escândalo, a cidade de Coari foi sacudida pela comunidade internacional sob forte pressão do Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido, em 2017-19. O governo inglês exigiu “respostas do Brasil”. Por conta disso, o 9º Distrito da Marinha, se apressou e encontrou o caiaque usado pela britânica na “Comunidade Lauro Sodré”, onde teria sido roubada e assassinada, cuja viagem começou no Peru.

 

 

O caiaque da vítima encontrado na Comunidade "Lauro

Sodré", onde a britânica foi degolada, rouba e assassinada

 

Mas a coube à Polícia Civil dá os primeiros passos na tentativa de elucidar o caso. A apreensão de um menor (à época, com 17 anos), contribuiu para o avanço das investigações. O menor teria detalhado ao então delegado da Delegacia Interativa de Polícia (DIP-COARI), “como agiu a quadrilha para matar a britância”. A façanha levou a população a festejar as prisões com foguetórios e buzinaços, à época, em toda a cidade, inclusive, quando da condenação do ex-prefeito e prisão de membros do grupo de piratas da Comunidade Lauro Sodré nas cercanias de Coari.

 

Emma Kelty, segundo relatos ao “PORTAL DO ZACARIAS”, com o menor sendo o principal suspeito da morte da atleta, “teria assumido que degolou e estuprou a vítima, que foi esquartejada e roubada em seus pertences, além de dinheiro e equipamentos. Réu confesso, o suspeito teria dito, ainda, que, outros seis elementos participaram do latrocínio (roubo seguido de morte).

 

Após dois anos da barbárie que tirou a vida da atleta britânica - Emma Kelty, em live ao Reino Unido, teria previsto a própria morte , por homens armados e com flechas em uma canoa -, o então menor (17 anos), aos 19, foi morto numa troca de tiros com policiais na descoberta do esconderijo da quadrilha de piratas, na Comunidade Lauro Sodré, formada por irmãos de sobrenome “Pinheiro e da Silva”, onde a inglesa foi assassinada cujo corpo nunca foi encontrado.

 

Afora o caso que levou à prisão o ex-prefeito de Coari, Odair Pinheiro, e o da atleta britânica assassinada no Rio Solimões, o município tem conseguido conquistar espaços invejáveis nas páginas policiais de jornais, sites de notícias, rádios, tevês e redes sociais por conta da elevada onda de assaltos na cidade e na zona rural.

 

Apesar do incessante combate às organizações criminosas (ORCRINs) e às quadrilhas de Piratas nos rios Coari e Solimões por parte das polícias Civil, Militar e Federal das Bases Fluviais, o tráfico de drogas, armas, munições, arrastões a embarcações (tipo recreio), avançam no ranking da criminalidade nesta parte do Estado do Amazonas”.

 

 

Grande volume de drogas e munições apreendidas

pela Polícia Civil do Amazonas (Narcótico)

 

A quantidade de drogas apreendidas tem surpreendido, principalmente, a Polícia Federal (DPF-AM) e a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM). Os traficantes tem sido combatidos, mas, o tráfico ocorre, diariamente, o que leva as polícias a deflagrarem operações conjuntas e por setores a alvos ao longo da tríplice fronteira, durante todo o ano.

 

 

PMs escoltam bandido pirata até ao esconderijo

onde guardava armas, munições e drogas

 

Analistas consultados pelo "PORTAL DO ZACARIAS” disseram que a elevação dos índices de violência na cidade e zona rural do município de Coari, um dos supostos fatores “seria por conta generalizada da sensação de impunidade que teria tomado conta da não condenação de outros criminosos potenciais”.

 

A violência na cidade de Coari virou rotina. Na imagem,

ex-marido executa a queima roupa companheiro

da ex-mulher dentro de lanchonete

 

Segundo a fonte anônima - que é Antropólogo concursado no Governo, - e não terá a identidade revelada - “o mau exemplo começa de cima, de Coari ao Estirão do Equador, em que supostas autoridades, comerciantes e suspeitos agiriam em cadeia de autodefesa junto ao Judiciário e a políticos aliados, e raramente seriam presos e/ou punidos”.

 

 

 Além da apreensão de drogas na Tríplice Fronteira

no lado brasileiro, a PF atua no combate ao

contrabando de pescado no Alto Solimões
 

Conhecido pela rigidez com que encabeçava operações de combate ao narcotráfico na tríplice fronteira (Brasil, Peru e Colômbia) nos anos 2000, na região do Alto Solimões - Ex-Delegado federal falecido - dizia à uma Agência de Notícias, na Amazônia, que, “as ações dos cartéis devem ser investigadas a partir do tráfico formiguinha nas pequenas cidades e dos grandes centros”.

 

No teatro operacional no Solimões, ele afirmava, “isso é possível quando se tinha dinheiro, inteligência e homens preparados para o enfrentamento direto no campo”. Apontava, também, que, “as operações precisam da participação das Forças Armadas a partir das Capitais aos quatro cantos da Amazônia”.

 

No Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Acre, Amapá e parte do Maranhão e na divisa de Mato Grosso (MS e MT com o Paraguai e Bolívia) - por ser amante confesso da Amazônia Ocidental e Oriental Brasileira - “a fragilidade da vigilância e presença do Estado é incomum e deve perdurar por um longo tempo”, disse ele.

 

Em resumo, dizia ele com o pé direito sobre as águas do Javari, em Atalaia do Norte, “vem de décadas que o narcotráfico é aliado de quadrilhas regionais e que elegem, inclusive, políticos em cidades e estados com fronteira internacional e municípios polos do Médio e Central do Solimões”.

 

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Atualmente, o que se vê, são as palavras do antigo delegado de Polícia Federal refletirem a dura realidade vivenciada por parte dos municípios amazonenses, entre os quais, Coari, Tefé, UARINI, Tonantins, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, Tabatinga, Benjamin Constant e Atalaia do Norte. Além de povoações ao longo do Rio Javari, “que continuam sem infraestrutura fortificada pelo Estado”, atesta ex-membro de uma das Comunidades de Informações, baseado numa das cidades de um dos lados brasileiros da tríplice fronteirA, no Solimões.

 

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