Zeca Pagodinho faz 65 anos de vida e 40 de carreira
Alô, Rio de Janeiro! Aquele abraço do tamanho do Engenhão está sendo preparado para acarinhar um de seus filhos mais queridos da música popular brasileira. Em fevereiro tem carnaval, mas antes tem aniversário de vida e carreira de Zeca Pagodinho. O carioca raiz celebra neste domingo, dia 4, seus 65 anos, 40 deles no samba, com um show repleto de convidados especiais no Estádio Nilton Santos, no Engenho de Dentro, Zona Norte da cidade.
— Eu faria tudo de novo, do mesmo jeito. Não tenho arrependimento algum — responde um lacônico Zeca, quando convidado a refletir sobre a sua relevante trajetória pessoal e profissional, da qual se pudesse reviver uma passagem seria a mais romântica de todas: — O dia em que eu me casei.
A partir das 16h, Pretinho da Serrinha vai comandar uma grande roda de samba. Alcione, Seu Jorge, Jorge Aragão, Xande de Pilares, IZA, Diogo Nogueira, Djonga e Marcelo D2 já confirmaram presença nesse festão — alguns deles contam abaixo, a convite do EXTRA, passagens marcantes com o amigo anfitrião.
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— Admiro todos os que me acompanham, que trabalham comigo, que cantam comigo — ressalta o bamba, que terá seu show gravado e transmitido ao vivo no Globoplay, para não assinantes, e no Multishow, a partir das 19h.
O repertório, com 31 sucessos, terá início com “Camarão que dorme a onda leva”, música que marcou a estreia de Zeca na profissão, em 1983, sob as bênçãos da saudosa madrinha Beth Carvalho. E seguirá com “Pisa como eu pisei”, “Ser humano”, “Quando a gira girou”..., encerrando com “Coração em desalinho”, “Deixa a vida me levar” e “Verdade”.
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Diogo Nogueira: 'Vejo nele muitas características do meu pai'
“Zeca é uma pessoa supergenerosa, um grande amigo. E, na minha opinião, um dos maiores sambistas de todos os tempos. É um cara com quem eu tenho o prazer de compartilhar a amizade, de bater papo, de me divertir... Vejo nele muitas características que o meu pai (o sambista João Nogueira) tinha como pessoa, como ser humano, como amigo. E isso me traz uma tranquilidade, uma paz...”.
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Alcione: reza forte para o avião não cair
“Zeca me chama de Kate Marrone. Outro dia, ele ligou pra mim e falou: ‘Marrone, tua reza é forte. Eu estou indo para os Estados Unidos, queria que tu rezasse aí pro meu avião não cair’. Eu disse: ‘Que isso, Zeca!’. Mas é assim que ele é. E o pior é que não me avisa quando volta, para eu parar de rezar... Essa criatura!”.
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Marcelo D2: muito além da graça, um Zeca solidário
“Eu tenho várias histórias divertidas com Zeca. Todo mundo conhece muito esse lado brincalhão dele... Mas uma que me chamou atenção foi quando teve uma enchente em Xerém uns anos atrás. Ele usou todo o poder que tem e mobilizou a sociedade para ajudar as pessoas que perderam tudo. Eu vi o quanto ele estava sofrendo com aquilo, e quero ressaltar esse lado solidário dele, de que eu também gosto muito. Zeca é muito parceiro, está sempre atento e estende a mão aos amigos. Eu lembro que todo mundo ficou muito tocado com isso, tentando ajudar o Zeca a ajudar as pessoas”.
Xande de Pilares: de admirador a amigo pessoal
"Zeca Pagodinho é um dos responsáveis pela minha maneira de cantar, por eu gostar de partido alto. Quando eu trabalhava na Sendas de Pilares e tinha discoteca no supermercado, eu costumava ouvir as pessoas dizendo: ‘Já chegou o Zeca Pagodinho’. Na hora, eu me perguntava: ‘Quem é Zeca Pagodinho?’. Até que eu percebi que era aquela figura magrinha que eu sempre via no Cacique de Ramos e comecei a curtir o trabalho dele. O mais bacana é quando você se torna amigo do cara que admira... Depois, ainda tive a felicidade de ter uma música minha, do Brasil e do Gilson Bernini gravada pelo Zeca no disco ‘Mais feliz’. Também gravei com ele e com o (Marcelo) D2 a música ‘Fuzuê’, samba meu, dele, do Carlos Sena e do nosso saudoso Otacílio da Mangueira. E agora sou convidado para os 40 anos de carreira do Zeca... Isso pra mim não tem preço!".
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Fotos: Reprodução
Djonga: Zeca chega antes do horário marcado e reclama dos atrasados
“Todo artista que eu conheço é atrapalhado com o horário: combina às 14h e chega às 17h, cheio de desculpa. Não é porque a gente é vagabundo, não, é que vai trocando o dia pela noite, e toda hora que sobra para dar uma descansada ou uma enrolada, a gente aproveita. Eu, apesar de ser um dos mais pontuais, acostumei a chegar meio atrasado nos compromissos porque sei que não vai ter ninguém no local antes. O bagulho mais doido é que todas as vezes que eu encontrei o Zeca Pagodinho, o cara estava lá no horário marcado. Na verdade, ele chega antes para, segundo ele, já reclamar que a outra pessoa está atrasada, entendeu? Então, no primeiro dia, eu estava dormindo. Pensei: o bagulho é meio-dia, só deve começar lá pelas 15h. Mas às 11h50 já estavam batendo à minha porta porque o cara estava lá e eu não chegava. E eu ainda ia tomar banho e me arrumar, todo calmo...".
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Fonte: Extra