Batizado de Pectinereis strickrotti, ele possui 10 centímetros de comprimento, é cego e foi encontrado a 1000 metros abaixo do nível do mar
Cerca de 70% da superfície da Terra é coberta por oceanos. E, desse total, os cientistas estimam que conhecemos apenas 5% das águas profundas.Você já deve ter visto esses números aqui no Olhar Digital, mas fiz questão de retomá-los para falar da descoberta de uma nova espécie encontrada numa região próxima à Costa Rica.Trata-se de um verme aquático com características únicas. Ele foi identificado a uma profundidade de mil metros, vivendo perto de uma infiltração de metano, a uns 50 quilômetros da costa do país, localizado na América Central.
As infiltrações de metano são partes do fundo do mar onde esse gás escapa das rochas ou sedimentos na forma de bolhas. É parecido com uma fonte hidrotermal profunda, mas sem o calor delas.
Os ecossistemas de infiltração de metano são alimentados por energia química e não pela luz solar. As espécies que vivem nesse ambiente se adaptaram a ele e, muitas vezes, possuem a capacidade de consumir o próprio metanoA nova espécie recebeu seu nome científico em homenagem ao piloto do principal do famoso submersível de águas profundas Alvin. Bruce Strickrott, do Woods Hole Oceanographic Institution, foi um dos principais responsáveis por descobrir esse verme aquático.
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Em 2009, ele e o chefe da delegação, o biólogo marinho Greg Rouse, do Scripps Institution of Oceanography da UC San Diego, embarcaram numa missão nas profundezas da Costa Rica. Avistaram dois vermes que se movimentavam como cobras no fundo do mar, mas eram muito menores.Ao se aproximarem, porém, as criaturas fugiram.
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Nove anos depois, eles voltaram para a mesma região e se depararam com 6 vermes do mesmo tipo. Conseguiram recolher 3 para estudos e, anos depois, confirmaram que se tratava mesmo de uma nova espécie, o Pectinereis strickrotti.O Pectinereis strickrotti foi a 48ª nova espécie descoberta nas infiltrações de metano na Costa Rica. A equipe do biólogo Greg Rouse planeja voltar à região para entender melhor o comportamento desse verme aquático, além de descobrir novas espécies.
Fonte: Olhar Digital