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Novos líderes indígenas saúdam CPI das ONGs, mas exortam parlamentares a fazer o dever de casa listando nomes e entidades antes supostamente blindadas do governo Bolsonaro classificados como gestores anti-indígenas
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Por Xico Nery, correspodente do "PORTAL DO ZACARIAS" no interior do Amazonas - Lideranças indígenas amazonenses que estiveram durante a semana na “Sala de Atendimento ao Cidadão” da Procuradoria Regional da República, na Capital Manaus, exortaram o senador Plínio Valério (PSDB) e o deputado federal Márcio Bittar (UNB), de passagem pelo Estado, nesta sexta-feira, 31, a promoverem audiências públicas conjuntas com o MPF, Polícia Federal (PF) e o Governo nos territórios-sedes dos Povos Originários.

 

A suposta escolha seletiva de aldeias estratégicas, do ponto de vista de alvo geopolítico, indígenas entendem que, as visitas já consideradas relâmpagos dos integrantes da CPI das ONGs, ao que parece, “simplesmente, nada mais importa para os povos que ficaram de fora da escuta do Senado”, afirma parte dos caciques indignados.

 

Na opinião geral desses interlocutores "é que estamos vendo o estigma de um governo antiindígena que fez grandes estragos durante a pandemia aos indígenas brasileiros, no quadriênio passado (2019-22) “pretender se eternizar, levando consigo, à reboque, as concessões feitas a estrangeiros, ainda, pelo regime militar.

 

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Essas concessões para estrangeiros ocuparem solo nacional, apontaram as lideranças, já existem muito antes de 64 e elas não deveriam continuar a existir".

 

À época, durante a Operação Radam (Radar da Amazônia para sondagem de minérios estratégicos, nos idos de 64 a 70) até agentes da CIA tiveram suas presenças registradas pelo então ex-senador Evandro Carreira durante sessões do polêmico "Projeto Jaraqui, realizado, semanalmente, na Praça do Pina, no Centro Histórico de Manaus”

 

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Além dos Povos Originários que não teriam sido convocados para compror oitivas tomadas pela CPI, conhecidas ONGs sob títulos de exploradoras e semiescravagistas, “teriam sido deixado de fora, como as apoiadas pela ex-ministra e senadora fundamentalista, Damares Regina Alves, suposta responsável por liberar recursos de milhões a entidades neopetencostais para realizar assistência espiritual e combate às drogações de dependentes químicos em todo o País”.

 

 

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Para os Caciques Joel Apurinã e Deusdete Jamamadi, à luz do direito, “as organizações e parlamentares que, supostamente, defenderiam nossos direitos, deveriam ser convocados em audiências conjuntas, em plenário do Congresso e nas terras dos principais interessados nessa apuração, "nós, os indígenas aldeados, e não a CPI vir a favorecer uma minoria de Manaus que vivem há décadas fora das aldeias”.

 

 

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Eles apontaram avanços no trabalho do autor da CPI das ONGs”, do Congresso. Plínio Valério nasceu no município de Eirunepé, habitado pelos Povos Kanamari e Madija Kulina, entre outros (Os indígenas residentes no município de Eirunepé, no Amazonas, correspondem a um número aproximado de 2.200 indivíduos, distribuídos em 38 aldeias, sendo que destas 18 são da etnia kanamari e 20 são da etnia Madija kulina).

 

 

Senador Plinio Valério

 

Sobre o fato de a CPI só ter sido instaurada, agora, no Governo Lula (2023-26), líderes indígenas ouvidos pelo “PORTAL DO ZACARIAS”, disseram lamentar a perda de preciosos quatro anos de negacionismo à demarcação das terras indígenas e o avanço do agronegócio e da mineração ilegal em terras indígenas e da reforma agrária sob Bolsonaro - apesar do presidente ter tido maioria no Congresso. Ainda assim, lembraram que o senador amazonense “é muito corajoso, e deve fazer valer esse direito em nome do povo amazonense”.


- Inclusive, por não temer mexer nos anais secretos do governo passado, arremataram eles.


Por outro lado, exortaram o senador - que já teria admitido a indígenas aliados ser índio-descendente - a estender as investigações da “CPI” a todos os estados brasileiros, e de preferência ao Amazonas”. Segundo indígenas, “aqui, em nosso Estado, é onde a escravidão e a servidão aos povos originários sob brancos em OGNs e de políticos suspeitos, parece nunca serão cessados”.


Por sua vez, acrescentaram que, em Manaus, cerca de 35 mil indígenas não-aldeados sobrevivem na periferia da Capital, com apenas 3% de aculturados exibindo “hábitos refinados de brancos” à frente de decisões que naõ tem a participação dos verdadeiros Caciques aldeados.

 

 

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“Por anos à fio, os aldeados não vêem a cor nem o cheiro dos recursos destinados a saúde, educação e à infraestrutura das aldeias”, ressaltaram acadêmicos indígenas amazonenses da Universidade Nacional de Brasília (UNB-DF).

 

 

Cacique Timóteo Paumari - Estudou na UNB-DF

 

Com ou sem “CPI das ONGs”, a situação parece não mudará em pleno século XXI”, admitem jovens Caciques do Alto, Baixo e Médio Rio Purus. Apontam, ainda, que há décadas, invasores travestidos de ongueiros, madeireiros, fazendeiros e políticos, segundo porta-vozes, “acobertam os saques de nossas riquezas”.

 

Uma lista com nomes e anotações de entidades consideradas alvos estratégicos para a “CPI das ONGs” e que atuam na RDS Piagaçú-Purus (Reserva de Desenvolvimento Sustentável), Mamirauá (Solimões), nas Reservas Extrativistas (Resex) e Biológica (Rebio) e entorno, foi entregue com bastante antecedência ao senador Plínio Valério.

 

Moradores das Resex, ribeirinhos e indígenas alegam que “continuam sendo lesados nos manejos madeireiros e de pescado”, ressaltou uma terceira liderança indígena do Vale do Juruá.

 

No manejo do Pirarucu, tambaqui, mapará e outras espécies nobres cobiçadas pelo mercado, em oitivas no Ministério Público Federal (MPF-AM), disseram que da comercialização de cerca de R$ 705 mil faturados pela ONG AMEP, da RDS Piagaçú-Purus, “resultaram míseros, como compensação financeira, R$ 2 mil à cada aldeia e povoado rico em pescado, de Beruri, a 173 quilômetros, da Capital Manaus.

 

Por essa razão, “se é que o senador Plínio Valério quer guerra contra a Funai, ICMBIO, Ibama, Governo e ONGS suspeitas”, que “faça o próprio dever de casa, e comece essa guerra pelo atual e o Ex-Governo sob Jair Bolsonaro”- considerado pelos Povos Tradicionais anti-indígena, mas, célere com o agronegócio mineral, madeireiro, da soja e bovino, admitiram interlocutores.

 

Na lista a que o “PORTAL DO ZACARiAS” teve acesso, foram mencionadas as ONGs Fundação Amazônia Sustentável (FAS), APADRIT (Associação Dos Produtores Agroextrativista Da Assembleia de Deus Do Rio Ituxi), Missão Evangélica Caiuá (atuando há 95 anos a serviço dos indígenas do Amazonas para Glória de Deus), Associação de Moradores e Entorno da RDS Piagaçú-Purus(AMEP, com atuação a partir dos municípios de Anori, Beruri a Coari), WWF, CIMI, Instituto do Homem, Emílio Goeldi (Pará), Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas (IDESAM, suposto financiador de motosserras brindes em áreas de manejos sob gestão da APADRIT, no bioma rio Punicici, na Resex Ituxi, em Lábrea), Instituto de Educação do Brasil (IEB), Federação das Organizações e Comunidades Indígenas do Médio Purus (FOCIMP) e outras com atuação secular na Capital Manaus.

 

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- Além de empresas estrangeiras que adquiram terras da União no Sul, Norte, Sudoeste e na Capital Manaus com aval do Ex-governo, arremataram fontes indígenas mais progressistas.

 

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