Nas últimas 24 horas, quatro hospitais palestinos foram bombardeados
O número de pessoas mortas em Gaza desde o início dos ataques israelenses já passou de 11 mil nesta sexta-feira (10). O balanço registrou a morte de 4.506 crianças e 3.027 mulheres vítimas do conflito, do total de 11.078 mortos. Segundo o Ministério da Saúde do enclave palestino, 260 novas vítimas foram registradas nas últimas 24 horas.
Em Israel, são 1,4 mil mortos, a maioria no ataque de 7 de outubro. Mais de 2,3 milhões de pessoas, residentes na Faixa de Gaza, foram afetadas. A crise humanitária, incluindo escassez de água potável, luz, alimento e insumos médicos, foi intensificada pelos bombardeios israelenses.
A ajuda humanitária em Gaza não tem alcançado o norte do território, causando o êxodo de mais de 70 mil pessoas para o sul, onde Israel diz ser seguro, mas que também tem registrado bombardeios e mortes diárias.
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O número de desaparecidos no território já somam mais de 2,7 mil, sendo mais da metade (1,5 mil) crianças sob os escombros. O complexo de saúde Al Shifa e as proximidades foram atingidas pelo exército israelense pelo menos cinco vezes nesta sexta. No local, milhares de palestinos deslocados de casa estavam abrigados, visto que os hospitais são protegidos pelo direito humanitário internacional.
Autoridades de Gaza afirmaram que mísseis caíram no pátio de Al Shifa, o maior hospital do enclave, pela manhã e danificaram o Hospital Indonésio, supostamente incendiaram o hospital pediátrico de câncer Nasser Rantissi.
Em visita à Índia, Antony Blinken, secretário de Estado dos EUA aliado de Israel, disse ter feito "todo o possível" para evitar danos a palestinos durante os bombardeios e que "palestinos demais foram mortos e sofreram nessas últimas semanas".
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"Um palestino foi morto e vários ficaram feridos no ataque matinal", disse o porta-voz do Ministério da Saúde de Gaza, Ashraf Al-Qidra, por telefone. Vídeos analisados pela Reuters mostraram cenas de pânico e pessoas cobertas de sangue.
The israeli bombardment of white phosphorous over Al Quds & Al Shifa hospitals is excessive — a grievous war crime being used upon civilians pic.twitter.com/wFF00UPG7B
— Sarah Wilkinson (@swilkinsonbc) November 10, 2023
Fonte:Revista Fórum