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Número de mortos no Japão após terremoto de grande porte sobe para 57
Foto: Reprodução

Segundo o premiê japonês, serviços de emergência enfrentam dificuldades para chegar aos locais próximos ao epicentro dos tremores; há pelo menos 120 casos de pedidos de ajuda aguardando socorro.

As primeiras imagens aéreas dos lugares mais atingidos pelo terremoto de grande porte no Japão mostram o resultado da violência dos tremores e dos incêndios que vieram depois.

 

Socorristas lutam contra o tempo para salvar vidas. Segundo a prefeitura de Ishikawa, epicentro do terremoto, o número de mortos ainda deve aumentar nos próximos dias, porque há pessoas desaparecidas que podem estar soterradas nos desabamentos.

 

Na cidade de Wajima, um prédio de sete andares caiu inteiro para o lado e demoliu as estruturas vizinhas.

 

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Edifícios ficaram gravemente danificados ao longo de uma rua na cidade de Wajima, no Japão, em 1º de janeiro de 2024, após um terremoto com magnitude de 7,5 — Foto: YUSUKE FUKUHARA Yomiuri Shimbun / AFP

 

Na cidade de Noto, na costa japonesa, vários barcos foram arremessados pelas fortes ondas. Ali, os temidos tsunamis mostraram a sua força.


A casa de Kazuyuki Iwaike foi uma das que sofreram inundação. Por sorte, ele estava no trabalho — e só percebeu o tamanho do perigo quando chegou em casa, uma hora e meia depois do terremoto.

 

"Teria sido muito perigoso [estar em casa] por causa do tsunami. Em todo lugar tremeu, mas aqui o tsunami entrou na casa", disse ele, enquanto limpava o que restou.

 

Perto dali, na cidade de Anamizu, a parede da casa de uma moradora caiu com a força dos tremores.

 

Foto: Reprodução

 

"Nossa casa ficou assim depois do terremoto de 2007. Tínhamos acabado de reconstruí-la e não sei se vamos conseguir reconstruir novamente", lamentou Miki Kobayashi.

 

Na televisão estatal japonesa, uma imagem mostrava um pedido de ajuda: um SOS formado com objetos grandes na cidade de Suzu. Centenas de rodovias próximas ao epicentro do terremoto estão destruídas e bloqueadas, o que impede a chegada de ajuda.

 

O primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, afirmou que há cerca de mil socorristas com dificuldades para chegar aos locais próximos ao epicentro. Há pelo menos 120 casos de pedidos de ajuda aguardando socorro.

 

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Desde que o terremoto mais forte atingiu o Japão, mais de quarenta horas atrás, a agência de meteorologia do país registrou cerca de 200 tremores menores. O governo também avisou que novos terremotos fortes ainda podem ocorrer, principalmente nos próximos três dias. 

 

Fonte: G1

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