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O aliado de Trump apanhado pela lei que ele próprio aplicou contra a máfia
Foto: Reprodução

Em decadência moral e financeira, ex-prefeito de Nova York e aliado de Trump é apanhado pela lei que aplicou há quatro décadas contra mafiosos

É interessante observar a derrocada de Rudy Giuliani e constatar como, para ele, o fundo do poço não tem limite. De prefeito de Nova York por uma década, a um dos aliados mais leais de Donald Trump e arquiteto de teorias conspiratórias da fraude eleitoral em 2020, ele vem descendo às profundezas do escárnio.

 

Acompanha o ex-presidente, como co-conspirador, em dois dos quatro indiciamentos em que ele é réu. Como procurador do Departamento de Justiça nos anos de 1980, Giuliani ficou famoso por ser um dos primeiros a aplicar uma lei anticorrupção para combater as máfias de Nova York.

 

Quatro décadas depois, a lei federal foi modificada e aplicada contra ele na Georgia, onde é acusado de 13 crimes para subverter o resultado eleitoral que deu vitória a Joe Biden. Conhecido pela sigla Rico, o estatuto federal catapultou Giuliani a uma carreira política, por reprimir mafiosos quando era o principal promotor federal em Manhattan. Mas o apanhou na contramão.

 

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A notoriedade pelos casos bem-sucedidos ajudou a eleger Giuliani como prefeito de Nova York, cargo que ocupou entre 1991 e 2001. Nos atentados de setembro de 2001, ele encarnou o papel de herói, incansável nos esforços para levantar a cidade dos escombros. Foi incensado com o título de prefeito da América e condecorado pela rainha Elizabeth II.

 

Os dias mais trágicos da cidade foram os melhores de sua trajetória política. A aproximação com Donald Trump começou a desenhar a queda livre e moral do ex-prefeito, que se tornou advogado do então presidente. Giuliani atuou como um ministro das sombras, aconselhando Trump em suas armações políticas, cavando a sujeira de inimigos.

 

Rudy Giuliani em evento com Donald Trump na Carolina do Norte em agosto de 2016 — Foto: Evan Vucci/AP

Fotos: Reprodução

 

Os momentos de glória o transformaram numa espécie de palhaço, sobretudo quando tentou convencer os americanos de que a eleição foi roubada. Giuliani convocou uma entrevista coletiva em frente a uma sex shop. Suado, deixou-se fotografar com a tinta do cabelo escorrendo pela testa. Foi flagrado deitado, com as mãos nas calças, ao dialogar com uma suposta jornalista num filme de Sacha Baron Cohen.

 

A decadência seguiu adiante em episódios sempre constrangedores para o ex-prefeito. Como a transcrição de áudios tornados públicos num processo movido pela ex-assistente Noelle Dunphy, que o acusa de assédio sexual e moral e exige US$ 10 milhões como indenização. Neles, Giuliani faz comentários ofensivos sobre mulheres, homossexuais e judeus.

 

Os destinos entrelaçados de Trump e Giuliani, contudo, parecem se distanciar. Enquanto o ex-presidente e favorito a candidato republicano nas próximas eleições sobe nas pesquisas na mesma proporção em que aumentam os seus indiciamentos, o ex-prefeito enfrenta a degradação moral e financeira. Está cheio de dívidas e pôs o apartamento de Nova York à venda.

 

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Segundo a CNN, ele teria feito um apelo desesperado ao ex-presidente para que pagasse suas contas, mas recebeu o desinteresse como resposta. 

 

Fonte: G1

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