Presidente do Grupo de Trabalho criado pelo Ministério dos Direitos Humanos do governo Lula para para apresentação de estratégias de combate ao ódio e ao extremismo, a ex-deputada federal Manuela D'Ávila (PCdoB) fez um desabafo nesta terça-feira (14) sobre violência política.
Através de seu perfil no Instagram, Manu, como é conhecida, publicou um longo texto logo após uma audiência criminal que participou com seu ex-noivo, o ex-deputado estadual Rodrigo Maroni (PSDB). Em 2020, ambos disputaram a prefeitura de Porto Alegre (RS) e, ao longo da campanha eleitoral, Manuela sofreu inúmeros ataques machistas, com mentiras e provocações de cunho pessoal, feitos por Maroni em debates e entrevistas.
"Hoje vivi mais uma etapa de enfrentamento à violência política. Uma audiência criminal contra o cidadão que valendo-se da suposta legitimidade por um dia ter se relacionado comigo usava todos os debates e entrevistas para mentir a meu respeito. É horrível ter que repetir e ouvir novamente tudo o que vivi nas eleições municipais de 2020. Mas é o caminho pra tentar alcançar um pouco de justiça", diz Manuela no início de sua publicação.
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À época da eleição de 2020, Maroni chegou a sugerir em um debate que Manuela teria o traído e, em entrevistas, disparou inúmeras mentiras contra a então candidata e tentava desqualificá-la contando histórias da relação pessoal que mantiveram no passado.
"Hoje eu ergui a cabeça, enquanto chorava na sala de audiências e pensei na casualidade da audiência ser nessa data. Lembrei que o Congresso Nacional recebeu a proposta do Lula de que o dia 14 de março seja o dia Marielle Franco de enfrentamento à violência política de gênero e raça. Que as sementes jogadas por Marielle façam com que a gente consiga viver num país em que as mulheres possam fazer política com dignidade, sem violência de nenhum tipo", prossegue Manuela em seu desabafo.
CONFIRA A ÍNTEGRA DO TEXTO PUBLICADO PELA EX-DEPUTADA
"Hoje vivi mais uma etapa de enfrentamento à violência política. Uma audiência criminal contra o cidadão que valendo-se da suposta legitimidade por um dia ter se relacionado comigo usava todos os debates e entrevistas para mentir a meu respeito. É horrível ter que repetir e ouvir novamente tudo o que vivi nas eleições municipais de 2020. Mas é o caminho pra tentar alcançar um pouco de justiça.
Meu amigo querido Márcio Cabral participou na condição de informante (quando se tem relação afetuosa com a vítima) e disse algo que me tocou profundamente: “o que a gente podia dizer pra Manuela depois dos debates? Seja forte? Eu sinto muito?!? Eu aprendi com a Manuela que ela não quer mais ouvir que precisa ser forte.”
É verdade. Eu cansei desse “seja forte” ou “você é forte”. Me parece absurdo. Exigem que nós, as vítimas, além de tudo sigamos como se isso não nos afetasse. Afeta. E muito. Emocionalmente e fisicamente. Nossa saúde mental e física.
Hoje eu ergui a cabeça, enquanto chorava na sala de audiências e pensei na casualidade da audiência ser nessa data. lembrei que o congresso nacional recebeu a proposta do @lulaoficial de que o dia 14 de março seja o dia Marielle Franco de enfrentamento à violência política de gênero e raça.
Que as sementes jogadas por Marielle façam com que a gente consiga viver num país em que as mulheres possam fazer política com dignidade, sem violência de nenhum tipo.
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A foto é de um momento feliz porque, como eu disse no #8M, aprendi que com tanta violência que sofremos, manter-se feliz é revolucionário"
Fonte: Revista Fórum