NOTÍCIAS
Política
O general que está na mira da Polícia Federal por elo entre trama golpista e 8 de janeiro
Foto: Reprodução

Os depoimentos dos ex-comandantes da Aeronáutica e do Exército trouxeram detalhes sobre os bastidores da trama golpista que ajudaram a complicar a situação de Jair Bolsonaro, mas, para a Polícia Federal, o alvo que mais interessa agora não é o ex-presidente. A mira da PF está voltada mesmo contra o general e candidato à chapa da reeleição Walter Braga Neto.

 

Isso porque os investigadores consideram que a atuação de Bolsonaro no caso está esclarecida, mas há indícios de que Braga Neto teve atuação decisiva na coordenação, mobilização e na captação de recursos para os ataques que resultaram na invasão das sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro, depois que a trama golpista arquitetada para impedir a posse de Lula fracassou.

 

O roteiro do 8 de janeiro – como foi planejado, quem comandou, quem atuou e quem financiou – não vai ser elucidado no inquérito que apura a trama golpista, em que foram tomados os depoimentos dos ex-comandantes das Forças Armadas.

 

Veja também

 

Lula reúne ministros nesta segunda-feira para reagir à queda de popularidade

 

PT enquadra 'rebeldes', interdita candidaturas próprias e deve lançar candidatos em 13 capitais; saiba quais

 

Mas vários dos elementos colhidos nesse inquérito serão remetidos a outro, o das milícias digitais, que também está no Supremo sob o comando do ministro Alexandre de Moraes, e que tem entre seus objetivos chegar aos responsáveis pelo 8 de janeiro.

 

Entre eles está uma troca de mensagens de 27 de dezembro de 2022 em que Braga Neto é questionado por um assessor de Bolsonaro, Sérgio Rocha Cordeiro, para quem poderia enviar o currículo de uma mulher para trabalhar no governo.

 

Faltavam três dias para a posse de Lula, que já tinha sido inclusive diplomado pelo Tribunal Superior Eleitoral, mas Braga Netto respondeu: "“se continuarmos, poderia enviar para a Sec. Geral. Fora isso vai ser foda".

 

Para a PF, a mensagem é um sinal de que " o investigados ainda estavam empreendendo esforços para tentar um Golpe de Estado e acreditavam na consumação do ato, impedindo a posse do governo legitimamente eleito".

 

O fato de que Braga Netto também ordenava que se fizessem ataques nas redes bolsonaristas a militares que se recusavam a aderir à tentativa de golpe também indica que ele tinha acesso e comando sobre as milícias digitais que atuaram na mobilização de apoiadores do ex-presidente para a "Festa da Selma" – código usado entre eles para se referir ao 8 de janeiro.

 

Para a PF, depois que perderam seus gabinetes na Esplanada dos Ministrios e passaram a se articular a partir dos acampamentos nas portas de quartéis Brasil afora, os chefes golpistas de Bolsonaro se tornaram ainda mais dependentes das redes de mensagens no WhatsApp e Telegram, por exemplo.

 

Mas há também outros indícios que ainda não vieram à público e que devem ser explorados até a conclusão do inquérito da trama golpista. Vários deles estão no computador de Braga Netto apreendido na sede do PL.

 

Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no FacebookTwitter e no Instagram.

Entre no nosso Grupo de WhatAppCanal e Telegram

 

É nesse aparelho que a PF está vasculhando que os investigadores esperam encontrar provas de que o general que já foi ministro da Defesa e da Casa Civil e depois virou vice na chapa pela reeleição em 2022 também coordenava a captação de recursos para o golpe.

 

Fonte: O Globo

 

LEIA MAIS
Copyright © 2013 - 2026. Portal do Zacarias - Todos os direitos reservados.