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O que a morte de reféns israelenses diz sobre a estratégia de Netanyahu em Gaza
Foto: Reprodução

Críticos de Israel usam o caso para questionar quantos palestinos civis não foram alvo de ataques ao supostamente serem confundidos com membros do Hamas

A pressão para o governo de Benjamin Netanyahu conter as ações militares na Faixa de Gaza cresceu tanto dentro como fora de Israel depois da morte de três reféns israelenses que foram alvo de disparos de militares do próprio país. Os parentes das vítimas avaliam que o primeiro-ministro não priorizou a libertação de seus entes queridos que foram capturados pelos terroristas do Hamas no atentado de 7 de outubro.

 

As famílias dos reféns têm razão quando criticam o atual governo de Israel por não ter investido mais na negociação de troca de prisioneiros com os terroristas para que eles voltassem para a casa. Não podemos esquecer que no passado o mesmo primeiro-ministro trocou centenas de prisioneiros palestinos por Gilad Shalit, um soldado que foi capturado pelo Hamas em 2006 e foi mantido como refém por cinco anos.

 

Desde o início do conflito, já havia iniciativas externas para a libertação de reféns e, antes da entrada por terra de Israel, alguns chegaram a ser libertados. Mesmo depois, quando ocorreram trocas com o Hamas no fim de novembro envolvendo mulheres e crianças, o cessar-fogo poderia ter sido mantido para que outros fossem libertados (o Hamas também tem culpa). O custo seria elevado para os israelenses. Mas o mesmo não ocorreu no passado com Shalit? O Hamas já era terrorista em 2011 (o primeiro atentado assumido pelo grupo foi no início dos anos 1990).

 

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A falta de preocupação de Netanyahu com os reféns chegou ao ápice neste fim de semana com a morte de três deles na Faixa de Gaza em disparos feitos pelas forças israelenses. O próprio Exército de Israel admitiu o que diz ter sido um erro. Os três jovens, capturados pelo Hamas no atentado cometido no dia 7 de outubro, estavam sem camisa, com bandeira branca e pediram ajuda em hebraico. Poderiam ser salvos. Mas agora serão enterrados por suas famílias. Especula-se que outros reféns também tenham sido mortos nos bombardeios de Israel a Gaza – aliás, 20 militares israelenses foram mortos por fogo amigo desde o início da guerra.

 

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No exterior, muitos críticos de Israel usam a morte dos reféns para questionar quantos palestinos civis não foram alvo de ataques em circunstâncias parecidas, ao supostamente serem confundidos com membros do Hamas. Afinal, as forças israelenses sequer conseguiram diferenciar três reféns dos terroristas, apesar de todas as indicações de que eram civis. Ainda neste fim de semana, duas católicas foram mortas em uma paróquia de Gaza por um franco-atirador israelense em ação condenada até pelo Papa Francisco. Uma idosa católica havia ido ao banheiro quando foi alvejada. Sua filha foi ver o que aconteceu e também acabou alvo de disparos. 

 

Fonte: O Globo

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