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Onda de calor que vai atingir 15 estados; veja previsão em cada região
Foto: Reprodução

Climatempo previa onda de calor em 7 estados e o DF de 14 a 20 de dezembro, mas o Inmet divulgou alerta de calorão mais abrangente, incluindo 15 estados e o DF, e por um período menor, até o dia 17.

A nova onda de calor que vai atingir boa parte do país nos próximos dias não será tão intensa como a de novembro, que levou a recordes de temperatura, segundo os meteorologistas.

 

Uma onda de calor fica configurada quando a temperatura fica cinco graus acima da média por um período de três a cinco dias.

 

 O Climatempo já havia divulgado uma previsão de calorão em 7 estados e o Distrito Federal de 14 a 20 de dezembro, próximo à chegada do verão, no dia 22 de dezembro.

 

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Pela previsão do Climatempo, o fenômeno irá atingir o Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, sul do Mato Grosso, norte de São Paulo, grande parte de Minas Gerais, sul do Tocantins e oeste da Bahia.


 Nesta terça-feira (12), o Inmet divulgou também um alerta de onda de calor, mas que abrange mais estados (chegando a 15 e o DF) e com duração mais curta: de 14 a 17 de dezembro.

 

Segundo o instituto, serão afetadas áreas do Tocantins, Rondônia, Maranhão, Piauí, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e os estados inteiros de Mato Grosso do Sul e Goiás, além do Distrito Federal.

 

Confira o mapa abaixo com a previsão do Inmet.

 

A onda de calor não vai ser tão intensa e generalizada quanto a última. Com a proximidade do verão, temos mais umidade, que barra as temperaturas, impedindo que subam mais. Se a gente sobreviveu à última, vamos sobreviver a essa que vai ser menos intensa.
— Fábio Luengo, que é meteorologista da Climatempo

 

Confira a temperatura por região, segundo o Climatempo:

 

Mato Grosso do Sul;


Sul e leste do Mato Grosso, incluindo a capital Cuiabá;


Sul de Goiás;


Noroeste de Minas Gerais; e


Oeste da Bahia, na região do Vale do São Francisco.


38°C a 40°C

 

Interior do Piauí;


Maranhão;

 
Leste do Tocantins;


Sul e Leste de Santa Catarina; e


Interior de São Paulo.


37°C a 39°C

 

Norte e Oeste do Paraná;


Rio de Janeiro; e


Espírito Santo.


Em Cuiabá, por exemplo, a máxima anterior tinha sido em outubro, quando a cidade chegou a 44,2°C. No interior de São Paulo, algumas cidades registraram máximas acima dos 41°C. Nos dois locais, as máximas devem ser menores.

 

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A onda de calor acontece uma semana antes da chegada do verão. E, ao contrário do que se imaginaria, é exatamente por isso que ela será menos quente do que a que vimos em novembro.

 

 Em novembro, estávamos no meio da primavera. Uma das características é que se trata de uma estação seca, com pouca chuva e nuvens. Sem nuvens para impedir a passagem do calor e umidade para dissipar as máximas, as temperaturas ficaram muito altas em um fenômeno de onda de calor.


 Agora, nos aproximamos do verão. Com isso, temos mais umidade, mais nuvens, o que faz com que o calor não seja tão intenso como o que vimos antes.


Geralmente, os picos de temperaturas mais altas do ano ocorrem nas estações secas. Agora, começa a estação chuvosa. Então, é menos provável que ocorram temperaturas tão altas.

 

Os especialistas explicam que uma coisa não tem relação com a outra, mas que o verão vai ser mais quente que o normal.

 

A onda de calor acontece quando temos uma alta de até 5°C na temperatura média do período por vários dias. Só que esse é um fenômeno isolado, que não interfere na temperatura da estação.

 

O que vamos ter esse ano é uma influência do El Niño forte sobre o verão. Isso não acontece há três anos, quando passamos a estação com La Niña, que suaviza as temperaturas extremas.

 

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"Já esquecemos o que é um verão sob El Niño forte. Então, podemos esperar um verão com máximas intensas. Em média, 3°C acima da média em boa parte do país”, explica Luengo. 

 

Fonte: G1

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