NOTÍCIAS
Internacional
ONGs acusam Israel de 'atos de genocídio' e 'limpeza étnica' em Gaza; EUA discordam de denúncias
Foto:

"As autoridades israelenses criaram deliberadamente condições de vida que buscam causar a destruição de uma parte da população de Gaza, privando intencionalmente os civis palestinos do território de um acesso adequado à água, o que provavelmente provocou milhares de mortes", afirma a HRW em um comunicado que acompanha seu relatório. "Ao fazer isto, as autoridades israelenses são responsáveis pelo crime contra a Humanidade de extermínio e por atos de genocídio".

 

Desde o início da guerra, com o ataque sem precedentes do grupo terrorista Hamas em 7 de outubro de 2023, Israel foi acusado em várias ocasiões de cometer um genocídio em Gaza, tanto por ONGs como por vários países que levaram o caso à justiça internacional.

 

Em um informe, a MSF denunciou "sinais evidentes de limpeza étnica, com os palestinos sendo deslocados à força, ficando aprisionados e bombardeados".As consequências e impactos dos ataques aéreos israelenses nas crianças palestinas

 

Veja também

 

William e Kate se ausentam de importante reunião da família real

 

Suspeito de matar CEO é transferido e cumprirá sentença em Nova York

 

O relatório documenta 41 ataques contra o pessoal da MSF, inclusive bombardeios contra estabelecimentos de saúde e tiros diretos contra comboios humanitários. Também ressalta o cerco que Israel impõe à Faixa de Gaza, o que fez com que a ajuda humanitária enviada ao território palestino fosse reduzida.

 

O Ministério de Relações Exteriores de Israel, por sua vez, repudiou com firmeza estas acusações e assegurou que o relatório está "cheio de mentiras".

 

— Israel não ataca equipes médicas ou indivíduos que não estejam envolvidos em atividades terroristas — disse à AFP um porta-voz da diplomacia israelense, qualificando o relatório da MSF de "totalmente falacioso e enganoso".Os Estados Unidos também se manifestaram sobre as acusações, dizendo que discordam delas.

 

— Quando se trata de determinar algo como genocídio, o padrão legal é incrivelmente alto, e por isso discordamos da conclusão neste cenário — disse o porta-voz do Departamento de Estado, Vedant Patel, a repórteres. — Isso não tira o fato de que há uma terrível crise humanitária em Gaza.Patel distanciou os Estados Unidos das denúncias, mas, ao contrário de Israel, enfatizou o valor das organizações não governamentais.

 

— Mesmo no relatório, eles deixam bem claro que não têm autoridade legal para determinar a intencionalidade [dos ataques à MSF] — disse. — Mas continuamos a valorizar o papel importante desempenhado pelas organizações da sociedade civil, incluindo a MSF, e estamos profundamente preocupados com a escala dos danos civis neste conflito.

 

VONTADE DE 'EXTERMÍNIO'

 

Em seu relatório, a HRW considera que limitar o acesso dos habitantes de Gaza à água denota uma vontade de "extermínio" e constitui "atos de genocídio". A organização, no entanto, não atribui diretamente o "genocídio" a Israel, porque esta acusação exige a demonstração de uma intenção genocida.

 

Mas "o comportamento apresentado neste relatório, assim como as declarações que permitem pensar que certas autoridades israelenses buscam aniquilar os palestinos de Gaza, podem indicar esta vontade", afirma o relatório.

 

Perguntado pelas acusações da HRW, um porta-voz militar respondeu à AFP que o exército repudia "firmemente as acusações". O Cogat, organismo israelense que supervisiona os assuntos civis nos Territórios Palestinos Ocupados, afirma que atualmente há três tubulações de água proveniente de Israel em funcionamento.

 

'NEM ÁGUA, NEM COMBUSTÍVEL'

 

A HRW recorda que o então ministro da Defesa israelense, Yoav Gallant, ordenou um "cerco completo" ao território palestino em 9 de outubro de 2023.

 

— Não haverá eletricidade, comida, água ou combustível — disse ele na ocasião. A HRW detalha como o abastecimento de água diminuiu devido à falta de energia elétrica, essencial para o funcionamento das bombas em vários poços na rede local.

 

O relatório cita vários profissionais de saúde em Gaza que afirmam que a falta de água provocou mortes ao causar ou facilitar o surgimento de doenças, especialmente em crianças pequenas.

 

Usando imagens de satélite, a HRW também demonstra que pelo menos um reservatório e outras infraestruturas foram destruídas ou gravemente danificadas e acusa Israel de limitar a entrada do material necessário para o reparo das instalações.

 

A organização exige que Israel "garanta imediatamente" uma quantidade suficiente de água, combustível e eletricidade na Faixa de Gaza e faz um apelo à comunidade internacional para que "adote todas as medidas a seu alcance para impedir que um genocídio seja cometido em Gaza".

 

Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no FacebookTwitter e no Instagram

Entre no nosso Grupo de WhatAppCanal e Telegram

 

O ataque do Hamas provocou a morte de 1.208 pessoas do lado israelense, segundo uma contagem da AFP baseada em dados oficiais que incluem reféns mortos em cativeiro na Faixa de Gaza. A campanha israelense de retaliação deixou mais de 45 mil mortos no território palestino, segundo dados do Ministério da Saúde do governo do Hamas, que a ONU considera confiáveis. 

 

Fonte:Terra

LEIA MAIS
Copyright © 2013 - 2026. Portal do Zacarias - Todos os direitos reservados.