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ONU alerta que violência na Cisjordânia pode sair do controle e pede que Israel revise política no território
Foto: Reprodução

Quase 20 pessoas, a maioria palestinos, morreram desde o início da semana em incursões militares israelenses ou ataques de palestinos ou colonos israelenses

A violência na Cisjordânia ocupada "ameaça sair do controle", advertiu nesta sexta-feira o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk. Quase 20 pessoas, a maioria palestinos, morreram desde o início da semana na Cisjordânia em incursões militares israelenses ou ataques de palestinos ou de colonos israelenses. As mortes elevam a mais de 200 o número de vítimas fatais no conflito israelense-palestino desde o início do ano.

 

"As mortes recentes e a violência, ao lado da retórica incendiária, servem apenas para levar israelenses e palestinos a um abismo mais profundo", afirmou Turk em um comunicado. "Israel tem que revisar de maneira urgente suas políticas e ações na Cisjordânia ocupada de acordo com os padrões internacionais de direitos humanos, incluindo a proteção e o respeito do direito à vida", disse o alto comissário.


Na quarta, as Forças Armadas de Israel anunciaram ter atacado com drone um carro em que viajavam três integrantes do que chamou de "célula terrorista", na Cisjordânia. Segundo as autoridades israelenses, os homens, que morreram no local, vinham promovendo ataques a tiros na região. Um dia antes, quatro israelenses foram mortos — entre eles, dois adolescentes — e outros quatro ficaram feridos, em um ataque a tiros ao assentamento de Eli, no centro da Cisjordânia.

 

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No comunicado, a ONU afirma ainda que, "como potência ocupante, Israel também tem a obrigação, com base no direito humanitário internacional, de garantir a ordem pública e a segurança no território palestino ocupado".

 

Mas o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou que vai levar adiante “imediatamente” o plano de construir novas mil casas neste mesmo assentamento — em um aceno para aliados de extrema direita que ambicionam ampliar ainda mais a ocupação israelense no território e que serve como combustível para os confrontos.


“Nossa resposta ao terrorismo é atacar com força e construir em nosso país”, declarou o premier em um comunicado na última quarta-feira.

 

Por trás da resposta de Netanyahu à nova escalada de violência, está a tentativa do premier de se equilibrar entre os aliados de ultradireita que sustentam seu governo e o impulso para fortalecer laços diplomáticos com governos árabes que querem uma redução da tensão nos territórios palestinos.

 

O anúncio do plano de construção no assentamento de Eli foi comemorado pela base de extrema direita do governo, que espera ainda uma nova autorização de ação militar na Cisjordânia — o que seria um agravante para as relações com novos aliados diplomáticos no mundo árabe que já demonstraram insatisfação essa semana com uma decisão anterior a respeito de novas construções de assentamentos na região.

 

"Para que esta violência acabe, a ocupação tem que acabar", concluiu a nota de Turk. 

 

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Fonte: O Globo

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