Soldados israelenses durante operação no sul da Faixa de Gaza, em 20 de dezembro de 2023 - AFP
O Conselho de Segurança da ONU deve votar nesta sexta-feira (22) uma resolução para aumentar o envio de ajuda à Faixa de Gaza, após as advertências de que a guerra entre Israel e Hamas arrasta a população palestina para um cenário de fome.
Também prosseguem os esforços diplomáticos para alcançar uma trégua no conflito, provocado por um ataque sem precedentes do movimento palestino Hamas contra Israel em 7 de outubro.Com a deterioração das condições de vida em Gaza, o Conselho de Segurança está em negociações sobre uma resolução para aumentar a entrega de ajuda.
A versão mais recente do rascunho do texto, a qual a AFP teve acesso e que deve ser votada nesta sexta-feira, pede “medidas urgentes para permitir imediatamente o acesso seguro e sem obstáculos da ajuda humanitária, e também para criar as condições para um cessar duradouro das hostilidades”.
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Com o respaldo dos Estados Unidos, Israel rejeita o termo “cessar-fogo”. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, reafirmou na quarta-feira que não acontecerá um cessar-fogo em Gaza até a “eliminação” do Hamas.Linda Thomas-Greenfield, embaixadora americana na ONU, indicou que o país apoiará a resolução se fora “apresentada em sua versão atual”.
A guerra começou em 7 de outubro, quando combatentes do Hamas invadiram o território israelense e mataram quase 1.140 pessoas, a maioria civis, segundo um balanço da AFP baseado em informações divulgadas pelas autoridades israelenses.Israel prometeu “aniquilar” o grupo islamista e iniciou uma campanha de bombardeios incessantes contra Gaza, além de uma ofensiva terrestre, com um balanço de mais de 20.000 mortos, a maioria mulheres e menores de idade, segundo o Hamas, que governa o território.
Toda a população do enclave enfrentará riscos elevados de insegurança alimentar nas próximas seis semanas, alertou um relatório da ONU.“Durante semanas alertamos que, com esta escassez e destruição, cada dia que passa trará mais fome, doenças e desespero ao povo de Gaza”, escreveu o subsecretário-geral de Assuntos Humanitários da ONU, Martin Griffiths, na rede social X.A ONU calcula que 1,9 milhão de habitantes de Gaza foram deslocados, de uma população total de 2,4 milhões.
Muitas pessoas estão em refúgios superlotados, onde enfrentam dificuldades para obter alimentos, água, combustível e medicamentos.
“Minha mensagem é que acabem com esta humilhação”, implorou Fuad Ibrahim Wadi, que está em uma estufa em Rafah. “Esta guerra não faz nada além de destruir. Basta”.Após muita pressão, Israel aceitou a abertura temporária nesta sexta-feira da passagem de fronteira de Kerem Shalom para o envio de ajuda à Faixa de Gaza, sem a necessidade de seguir até o posto de Rafah, na fronteira com o Egito.
Porém, o porta-voz do secretário-geral da ONU, Stephane Dujarric, afirmou que a agência da ONU para os refugiados palestinos (UNRWA) “não pode receber caminhões” de ajuda em Kerem Shalom após um “ataque de drones”. Também disse que o Programa Mundial de Alimentos (PMA) suspendeu as operações.O presidente israelense, Isaac Herzog, havia anunciado que o país permitira a entrada de até “400 caminhões por dia” com ajuda.
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O ministro britânico das Relações Exteriores, David Cameron, declarou no Egito: “Tudo que pode ser feito deve ser feito para que a ajuda entre em Gaza”.O presidente francês, Emmanuel Macron, conversou na quinta-feira na Jordânia com o rei Abdullah II sobre medidas para acelerar a entrega de assistência humanitária.Israel acusa o Hamas de usar escolas, mesquitas, hospitais e uma extensa rede de túneis como bases militares, o que o grupo islamista nega.
Fonte: IstoÉ