Inteligência Artificial, criança prodígio e estreia nacional fizeram parte do programa
A Orquestra de Câmara do Amazonas (OCA) reafirmou, na noite desta terça-feira (30/08), no Teatro Amazonas, sua vocação para o inovador e inusitado.
O concerto “Vissi D’Arte” teve a voz da diva do canto lírico Maria Callas isolada por Inteligência Artificial para ser acompanhada pela OCA, teve a estreia do prodígio João Gabriel Amoedo Lima, de 7 anos, ao piano, e teve a estreia nacional de uma serenata do compositor Erich Wolfgang Korngold.
Para o experiente maestro Marcelo de Jesus foi a realização de um sonho de início de carreira. “Desde os meus 20, tinha um sonho: ‘Um dia, eu ainda vou reger Maria Callas’.
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Nem pensava em tecnologia, pensava em colocar um vinil para tocar com orquestra. Mas aí, a tecnologia foi se desenvolvendo e, hoje, conseguimos isolar a voz dela com Inteligência Artificial”, conta o maestro.
A ária escolhida foi “Vissi D’Arte”, da ópera “Tosca”, que acabou dando nome ao concerto da OCA. A experiência foi também uma homenagem ao centenário de Maria Callas, comemorado em 2023. “Já havíamos homenageado ela no Festival Amazonas de Ópera, mas a OCA ainda não havia feito sua homenagem a Maria Callas”, justifica o maestro.
BOSSA NOVA
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Em um segundo momento do concerto, o pianista prodígio João Gabriel Amoedo Lima, de 7 anos, fez sua estreia diante do público, acompanhado pela OCA, tocando um pot-pourri de composições da Bossa Nova, incluindo “Garota de Ipanema” e “Samba de Verão”.
João Gabriel nasceu em uma família musical: o pai, Yuri Santos Lima, é percussionista da Amazonas Filarmônica e a mãe, Sofia Amoedo, é cantora de música popular, integrando o grupo Gaponga, com o artista Celdo Braga. Ambos, aliás, acompanharam João Gabriel em sua performance, formando um trio familiar.
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Aluno do Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro, João Gabriel tem consciência de sua herança musical. Indagado sobre desde quando toca piano, responde? “Acho que toco desde o cinco ou dois anos”, e se corrige: “Não, eu toco desde a barriga da minha mãe”.
O programa incluiu ainda uma estreia nacional. A OCA executou, pela primeira vez em território brasileiro, uma serenata do compositor Erich Wolfgang Korngold.

Fotos:Lucas Silva / Secom
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“Trata-se de uma estreia brasileira. Então, mais uma vez, a OCA traz uma novidade que não é somente para Manaus, é para o Brasil. É uma obra muito difícil”, explica o maestro Marcelo de Jesus.