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Os motivos para cada clube carioca sonhar depois da Copa América
Foto: Reprodução

Termina hoje a Copa América, e com ela um período de jogos demais e jogadores de menos no Campeonato Brasileiro. Foram nove rodadas de desafios ora diferentes (desfalques provocados pelas convocações das seleções), ora parecidos (lesões e cartões em função da sequência de partidas).

 

Muita coisa transcorreu dentro do que se considera a normalidade do nosso futebol — demissões de treinadores, reclamações contra a arbitragem. Foi também um período de repetidas e merecidas críticas ao calendário. Mas agora é hora de olhar para a frente: espalhada de domingo a quarta-feira, a 17ª rodada tem cara de recomeço.

 

Para o Botafogo, foi simbolicamente muito importante terminar esta etapa na liderança. Na temporada passada, mais do que a frustração e as acusações de manipulação, a queda abrupta de produção na reta final poderia ter deixado uma dúvida: será que aquela campanha foi uma exceção — um elefante no alto da árvore, como provocavam os adversários? Não foi.

 

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Começou outro campeonato e o time esteve o tempo todo brigando pela posição que recuperou na última rodada. Artur Jorge implementou um sistema consistente e vai ganhar reforços de peso.

 

Igor Jesus chega como reserva num setor que vem sofrendo com lesões, Allan vai brigar para ser titular e Almada, depois dos Jogos Olímpicos, será a cereja do bolo. Se ele fica só até dezembro é coisa para vocês da imprensa discutirem. Se ficar até o título, já terá sido para sempre no coração do torcedor.

 

Ao Flamengo, os cinco pontos perdidos nos dois últimos jogos, em casa, podem fazer falta lá na frente, mas o aproveitamento total de um time cheio de desfalques nessas nove rodadas foi de 63%, pouco abaixo dos 67% anteriores. O adiamento da partida contra o Inter vai dar tempo de descanso aos uruguaios e ao gramado do Maracanã, que, como os reservas, sofreu com o excesso de jogos. Na ausência dos convocados, David Luiz virou titular, Léo Ortiz pediu passagem e Gerson assumiu um destacado papel de liderança. Até o affair Gabigol ficou para trás. Se Claudinho se juntar a eles, a missão de retomar a vantagem — de um ponto apenas — está longe de ser missão impossível.

 

O Vasco, mergulhado na crise no início da Copa América, emergiu, sob o comando do interino Rafael Paiva. Conquistou pontos importantes, afastou-se da zona de rebaixamento e incorporou jovens jogadores ao elenco.

 

E a diretoria parece estar vencendo a batalha contra a 777 pelo comando do clube. O torcedor vibrou com tudo isso e com a chegada de Philippe Coutinho, um evento que se espalhou pelos últimos dias. O prata volta para casa num cenário de otimismo — que inevitavelmente contamina a expectativa pelo seu desempenho.

 

No Fluminense, é preciso fazer um esforço maior para ser otimista. Mano terá algum tempo para implementar o projeto de dar fim ao dinizismo com o adiamento do jogo contra o Athletico-PR. E já poderá contar com Thiago Silva. Mais do que um jogador de elite, pode ser o líder que o time procura para sair da lanterna.

 

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Não custa olhar o copo cheio de vez em quando. O resto, a realidade, que às vezes é uma estraga-prazeres mas de vez em quando corresponde, vai nos dizer.

 

Fonte: O Globo
 

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