Presidente do Senado falou sobre o tema durante homenagem em Belo Horizonte (MG)
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, prometeu prudência nesta sexta-feira (23) para avaliar um eventual pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Após ser homenageado em evento na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte, o político do PSD afirmou a jornalistas que o tema não pode ser pautado em “lacração de rede social, em engajamento de rede social, no desequilíbrio e em medidas de ruptura”
Nas últimas semanas, membros da oposição vêm se mobilizando para requerer a abertura de um processo de impedimento contra Moraes após uma série de reportagens publicadas na Folha de S. Paulo apontando que o ministra teria recorrido a canais não oficiais para obter relatórios contra alvos de inquéritos que ele comandava no STF.
— Como presidente do Senado Federal depois de 3 anos e sete meses, vou ter muita prudência em relação a esse tipo de tema para não permitir que esse país vire uma esculhambação de quem quer acabar com ele — afirmou Pacheco, em trecho compartilhado pela Agência Senado. — Tenho responsabilidade com meu cargo, tenho responsabilidade com a democracia, tenho responsabilidade com o estado democrático de direito, tenho responsabilidade com o equilíbrio do Brasil. E qualquer medida drástica de ruptura entre Poderes nesse momento afeta a economia do Brasil, afeta a inflação, afeta o dólar, afeta o desemprego, afeta o nosso desenvolvimento.
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O presidente do Senado reafirmou o desejo de agir com responsabilidade em relação ao país e lembrou que, em 2021, já havia negado pedido semelhante do então presidente Jair Bolsonaro contra Moraes. Pacheco reforçou que não será pautado por pressões dos colegas de congresso.
— Uma coisa que não me falta é decência e caráter de poder decidir com justiça aquilo que me chegar pra decidir — afirmou.
Em sua coluna publicada na semana passada, Malu Gaspar já adiantava a intenção de Pacheco em segurar os pedidos de impeachment contra Moraes.
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"Na avaliação de aliados de Bolsonaro, Moraes tem cometido reiteradamente o crime de abuso de autoridade, além de violar o sistema acusatório do devido processo legal e o Estado democrático de direito. Pacheco, no entanto, não quer comprar essa briga e insiste no discurso da pacificação e no distensionamento da relação entre os poderes. Na prática, a 'blindagem' de Pacheco a Alexandre de Moraes deve durar até fevereiro de 2025, quando o senador deixa a presidência da Casa – e deve passar o bastão para o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), favorito para assumir o posto", destacou a colunista.
Fonte: O Globo