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Pai da cigana Hyara diz que suspeitos, foragidos desde o crime, se entregarão à polícia
Foto: Reprodução

Segundo Hyago Alves, família recebeu a informação de que advogado do adolescente de 14 anos e do pai já esteve na delegacia de uma cidade vizinha. Investigadores não comentam

A família da cigana Hyara Santos Alves, de 14 anos, assassinada a tiro em Guaratinga, na Bahia, em uma trama ainda cercada de mistério, revelou ter a expectativa de que os dois principais suspeitos pelo crime se entreguem à polícia esta semana, possivelmente ainda nesta quarta-feira. São eles Júnior Alves, que teria planejado o assassinato, e o filho dele, de 14 anos, adolescente que era casado com Hyara e que teria executado a vítima a mando do pai, supostamente uma vingança por conta de um relacionamento extraconjugal entre a mãe dele e um tio da noiva. O jovem já possui um mandado de busca e apreensão em aberto por infração análoga ao homicídio.

 

— Ficamos sabendo que eles vão se apresentar à delegacia e que o advogado deles já esteve hoje em Itabela (cidade vizinha a Guaratinga, onde o crime aconteceu) — disse Hyago Alves, pai da vítima, à reportagem. — O assunto está repercutindo muito e, no mínimo, eles devem estar com medo de serem linchados.

 

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Para o pai da vítima, é imprescindível que a polícia chegue aos suspeitos para que a família volte a se sentir segura novamente.

 

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— Estamos com muito medo. Estamos presos em casa enquanto eles estão aí pelo mundo — desabafa.

 

O adolescente de 14 anos e o pai fugiram de carro imediatamente após a morte de Hyara, esposa e nora respectivamente. Eles teriam buscado abrigo em comunidades ciganas e casas de parentes no Espírito Santo. Questionada sobre as investigações, e sobre a possibilidade de os suspeitos se entregarem esta semana, a Polícia Civil limitou-se a dizer que o caso está em segredo de Justiça e, por isso, não pode fornecer mais detalhes.

 

FEMINICÍDIO

 

Ao GLOBO, anteriormente, os investigadores revelaram que, no dia 6 de julho, quando Hyara foi assassinada, uma pistola 380 com dois carregadores e munições foram apreendidos no local e encaminhados à perícia.

 

De acordo com as autoridades, o caso é investigado como feminicídio. Todos os integrantes da família do noivo estão foragidos desde o assassinato. Neste domingo, o Tribunal de Justiça da Bahia emitiu um mandato de busca e apreensão e internação do adolescente, que é suspeito pela morte.

 

Conforme divulgado pelo Fantástico, o laudo da perícia afirma que o tiro disparado contra Hyara no dia 6 de julho foi feito por alguém a, no máximo, 25 centímetros de distância. A bala entrou pelo pescoço e ficou alojada na vértebra cervical da adolescente. O crime teria uma testemunha-ocular: o tio do noivo teria visto ele manuseando a arma. Ainda não se sabe se o tiro foi intencional ou acidental.,

 

Pivô da suposta vingança que teria levado ao assassinado de Hyara Flor Santos Alves, de 14 anos, Ricardo Silva Alves, tio da vítima, relatou que vivia, há pelo menos seis anos, um romance às escondidas com Janaína Alves, mãe do marido da jovem, principal suspeito pela morte. Ao GLOBO, ele contou ainda que, no começo da relação, o marido da amante descobriu a traição e ameaçou matá-lo com “seis tiros na cara”.

 
— Eu e a Janaína tínhamos um caso há mais ou menos seis anos. Naquela época o marido dela descobriu, me encontrou e disse que ia me dar seis tiros na cara. Mas o tempo passou e agora quando soube que a minha sobrinha ia casar com o filho de Janaína, eu disse que era melhor pararmos de nos encontrar. Ficamos afastados e voltamos a nos falar há uns 90 dias. Até que aconteceu a tragédia — afirma Ricardo.

 

De acordo com o tio da vítima, o romance era conhecido pela comunidade cigana de Guaratinga, onde as duas famílias vivem. Ele contou que Janaína costumava presenteá-lo com bens caros para que não a deixasse. Entre os agrados que recebeu, ele lista uma pulseira de ouro e R$ 25 mil. Apesar de não recusar os presentes, ele afirma que tentava terminar o romance, mas não conseguia porque Janaína já teria tentado se enforcar, de acordo com Ricardo, e cortava os pulsos.

 

— Ela me mandava fotos com vários remédios na mão falando que ia tomar. Já tentou se enforcar. Era uma situação muito complicada — relata ele, acrescentando nunca ter imaginado que a situação pudesse terminar em tragédia.

 

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Ainda segundo Ricardo, o relacionamento extraconjugal acontecia em motéis na cidade de Eunápolis, que fica a aproximadamente duas horas de Guaratinga. A desculpa dada por Janaína ao marido para encontrar Ricardo era de que ela iria à costureira, onde mandava confeccionar suas roupas típicas. 

 

Fonte: O Globo

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