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Pai e filha são presos por homicídio doloso após agredirem médica e paciente morrer durante confusão em hospital do Rio
Foto: Reprodução

Segundo a polícia, além de terem causado a morte de uma paciente em meio à confusão, os dois teriam também quebrado objetos da unidade de saúde

Pai e filha foram presos em flagrante por homicídio doloso na madrugada deste domingo. André Luiz do Nascimento Soares, de 48 anos, e Samara Kiffini do Nascimento Soares, de 23, teriam gerado uma confusão no Hospital municipal Francisco da Silva Telles, em Irajá, Zona Norte do Rio.

 

Com o tumulto, uma paciente da unidade morreu. Eles são acusados também de agredir uma médica enquanto cobravam celeridade no atendimento. Segundo a polícia, André também responderá por lesão corporal. A 27ª DP (Vicente de Carvalho) investiga.

 

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André deu entrada no hospital com um ferimento leve na mão esquerda. Os funcionários pediram então que aguardasse, pois tinham pacientes graves na unidade. Ele estava acompanhado de Samara. Segundo o hospital, os dois já chegaram alteras na unidade e se irritaram com o fato de terem que esperar pelo atendimento. Com isso, começaram a depredar o local.

  

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André e Samara também invadiram a sala vermelha — onde ficam pacientes com quadros mais graves — e assustaram algumas pessoas. Alguns dos pacientes com infarto agudo do miocárdio chegaram a deixar a sala para se esconder. Uma médica plantonista foi agredida com um soco no rosto e teve corte na parte interna da boca, recebendo 5 pontos.

 

Em meio à confusão, uma paciente de 82 anos, que estava em estado gravíssimo e necessitava de monitoramento, entrou em parada cardiorrespiratória às 4h. Segundo a SMS, a equipe tentou reverter o quadro, mas não teve sucesso. O óbito foi constatado às 4h30.

 

Uma equipe do 41° BPM (Irajá) afirma ter ido ao local para a ocorrência. De acordo com as informações obtidas pelos agentes, os acusados agrediram uma médica e também quebraram alguns objetos do hospital.


Em nota, a SMS afirma repudiar “os fatos lamentáveis ocorridos no HMFST”. A pasta afirma ainda que “todas as emergências da cidade atendem por classificação de risco, com prioridade absoluta aos pacientes com quadros de maior gravidade”. Casos de menor risco, conforme aponta a secretaria, “são atendidos na sequência ou encaminhados a outros serviços”. A SMS diz ainda que os profissionais das unidades trabalham com seriedade e devem ser respeitados pelos usuários.

 

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Até a publicação da reportagem, a defesa de André e Samara não foi localizada pelo GLOBO.

 

Fonte: O Globo

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