O comportamento adotado por Jair Bolsonaro na reunião do PL e na tramitação da reforma tributária foi visto por aliados como um “recibo do ciúmes” em relação ao seu pupilo político, o governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos).
Além de interromper Tarcísio, Bolsonaro fez uma fala na qual afirmou que o governador “não tem a experiência política” dos parlamentares que estavam presentes no encontro. O ex-presidente deixou claro que ficou “chateado” com o apoio que o governador deu à reforma tributária.
Na reunião de duas horas que teve a sós com Bolsonaro e Valdemar Costa Neto, antes da agenda com os parlamentares do PL, Tarcísio disse ao ex-presidente que ele é seu “líder” e lhe jurou lealdade. A portas fechadas, Bolsonaro foi duro ao criticar o momento em que o governador apareceu ao lado do ministro da Fazenda, o petista Fernando Haddad, endossando a reforma.
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A principal queixa de Bolsonaro foi a de que Tarcísio tomou a posição de apoiar a medida antes de consultá-lo. O governador ainda ponderou com o ex-presidente se era o caso de ele próprio falar com os deputados do PL e Bolsonaro insistiu que sim. Tarcísio foi para a reunião e saiu dela incomodado, sentindo-se exposto pelo capitão.
A atuação do governador de São Paulo na reforma tributária lhe deu ainda mais força como sucessor de Bolsonaro na disputa da Presidência e abasteceu o discurso dos radicais de que Tarcísio seria o “novo inimigo”. O governador, no entanto, tem evitado assumir o papel de herdeiro do posto, ao menos até agora.
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Fonte: O Globo