Francês foi recebido com festa no desembarque no Rio na última quarta-feira e nesta sexta fez suas primeiras declarações oficiais como novo reforço cruz-maltino
Principal reforço do Vasco na temporada, o francês Dimitri Payet foi apresentado oficialmente como jogador da equipe. Na quarta-feira, o meia foi recebido por uma multidão ao desembarcar no Rio, com direito a sinalizadores, bandeirões e bateria. Agora, ele se dirigiu oficialmente pela primeira vez à torcida cruz-maltina, que vê com esperança a chegada do novo jogador. "Na chegada a esse continente, no Brasil, senti muito amor, confiança depositada", afirmou o jogador.
O Vasco preparou clima e cenário especiais para receber Dimitri Payet. Com direito a croissants e música francesa no salão nobre de beneméritos (decorado com fotos do jogador), o meia, uma das contratações de mais impacto do clube neste século, foi recebido por imprensa de Brasil e França. No clube, Payet chega com a responsabilidade de vestir a camisa 10, assunto que foi comentado pelo diretor de futebol, Paulo Bracks.
— A busca pelo craque, camisa 10, foi incessante na janela. Não seria qualquer um que poderia vestia a camisa 10, imortalizada pelo maior ídolo Roberto Dinamite, que nos deixou esse ano. Obrigado, Payet. Não por ter dito sim a mim, mas ao Vasco e a torcida, que te recebeu no aeroporto, uma mostra do que ela é, ela merece. Bem-vindo — afirmou.
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Com a palavra, e ajuda de um tradutor simultâneo, o novo jogador do Vasco falou sobre a responsabilidade de vestir a camisa 10, o apoio da torcida, a relação com o Olympique de Marselha, seu ex-clube, e até sobre a música que os cruz-maltinos criaram para homenageá-lo.
"Gostaria de agradecer ao Vasco, aos torcedores, por me receber nesse clube gigante. Na chegada a esse continente, no Brasil, senti muito amor, confiança depositada. Ontem, pude saber um pouco da história de Dinamite e que é emblemática e mítica a camisa 10. Vocês podem ter certeza que darei tudo de mim com muita raça, muita força, para honrar a camisa de Dinamite."
"O Olympique de Marselha e o Vasco são times que enchem estádios, é raro ter um estádio vazio. Essa emoção, esse peso da torcida faz toda a diferença. Em relação a música que fizeram pra mim, meu português não é tão bom ainda, mas entendi que era pra mim. Em breve vou cantar com vocês."
"Antes já tinha visto imagens da torcida. Mas nada como sentir, como foi no aeroporto. São Januário é um estádio mítico, gigantesco, construído por seus próprios torcedores. Tenho certeza que é muito difícil enfrentar o Vasco nesse caldeirão."
"Entendo, sei da responsabilidade da camisa 10 do Vasco. Não pude conversar com o Nenê ainda, mas conversou com outras pessoas do clube e sabe da responsabilidade. Sou um jogador aguerrido e vou vestir a camisa com muita honra. Para todos os torcedores do Vasco, um agradecimento enorme pelas faixas, cantos e recepção no aeroporto. Com certeza vou retribuir muito no gramado."
"Gosto de jogar com a camisa 10 à moda antiga, um meia mais ofensivo que colabora na frente. Vai depender da comissão, mas gosto de ser camisa 10 à moda antiga."
A segurança é uma coisa muito importante prós jogadores e torcedores. Defendo a melhor condição de segurança para todos. Estádio vazio, sem cantos, sem bandeiras, não transmitem a emoção do esporte. Torço para que o Vasco e a Justiça brasileira consigam resolver isso.
Vai ser com certeza um grande desafio, sei da situação do Vasco. Esse time lembra o Olympique de Marselha, um time que ter muita força mas não está no lugar certo. Sou um jogador que gosta de desafios, responsabilidade. Tive a oportunidade durante dez anos de ser o capitão do Olympique. Conheço essa pressão, sei o que é essa responsabilidade e vim aqui cumprir com tudo isso.
Apesar de chegar para jogar no Brasil pela primeira vez, Payet já tem dois conhecidos por aqui: o treinador do Flamengo, Jorge Sampaoli, e o volante Gerson, com quem trabalhou no clube francês.
"Eu conversei com o Gerson, que foi meu colega de Olympique de Marselha por dois anos. Fui um dos que ajudou ele a se integrar. Nada mais justo do que ligar pra ele. Fiz perguntas sobre o Vasco, como era jogar aqui. Teceu comentários muito elogiosos ao clube. Ele e o Luis Henrique, que jogou no Olympique de Marselha e hoje está no Botafogo."
"Com certeza gostaria de aprender muito, saber a língua, vou aprender português sim. Sei que o Vasco é um gigante no Brasil, muito conhecido na França também. Outro motivo é a luta que o Vasco fez historicamente contra o racismo. É uma escolha de fé e dedicação."
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O próximo compromisso do Vasco é no domingo, às 11h, contra o Atlético-MG no Maracanã. Em uma nova decisão judicial determinada ontem, o cruz-maltino ganhou o direito a usar o estádio mesmo após negativa do consórcio que gere o estádio, comandado por Flamengo e Fluminense. Há previsão de uma apresentação de Payet à torcida nas arquibancadas, mas o meia ainda não poderá entrar em campo, já que não foi regularizado no BID.
Fonte: O Globo