Foi aberta uma investigação contra o general Eduardo Pazuello pelo Conselho de Ética Pública, do Governo Federal, a fim de apurar desvios éticos cometidos durante sua gestão à frente do Ministério da Saúde de Bolsonaro, período que o Brasil viveu seus piores momentos durante a pandemia de Covid-19. Hoje na reserva, à época dos fatos investigados Pazuello era general da ativa.
A investigação do Conselho de Ética deve focar em episódio apurado pela CPI da Covid-19, em 2021, quando Pazuello foi acusado de intermediar a compra irregular de vacinas naquele mesmo ano. Em março, o general teria participado de uma negociação com intermediários para adquirir a CoronaVac por um valor três maior do que as vacinas oferecidas pelo Instituto Butantan, em São Paulo. Naquele momento, Bolsonaro vivia uma crise com João Dória (PSDB), então governador paulista, e estaria evitando as vacinas do Butantan.
Na reunião em questão, Pazuello e seu “número dois” da Saúde, o coronel Élcio Franco, estiveram com empresários do grupo World Brands, no gabinete de Franco. Quando o encontro acabou, o próprio ministro gravou um vídeo comemorando o suposto acordo que garantiria a importação de 30 milhões de doses da CoronaVac.
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Além de Pazuello, a Comissão de Ética Pública investiga outros ex-ministros de Bolsonaro. Entre eles estão Abraham Weintraub (Educação) e Onyx Lorenzoni (Casa Civil). Weintraub é investigado por ofensas a Paulo Freire e ataques a instituições de ensino; Lorenzoni por ameaças e falsas acusações contra o deputado Luís Miranda, que denunciou alguns dos crimes do governo Bolsonaro à CPI da Covid-19.
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Fonte:Revista Fórum