Procurado, o clube diz não ter sido notificado e não irá se manifestar; jogador, porém, não retornará ao Tricolor.
O atacante Pedrinho entrou com uma ação trabalhista contra o São Paulo pedindo a reversão da demissão por justa causa do clube. O jogador foi acusado de agressões e ameaças à ex-namorada, Amanda Nunes, no início de março. O caso está em segredo de Justiça na 68ª Vara do Trabalho de São Paulo. O ge teve acesso à ação junto ao distribuidor do TRT da segunda região.
Amanda registrou um Boletim de Ocorrência logo após as agressões. Logo depois, foi aberto um inquérito para a apuração dos fatos. Durante esse período, Pedrinho seguiu treinando em horários alternativos no CT da Barra Funda e com contrato vigentecom o Tricolor.
Em abril, a sua situação mudou após o ge divulgar prints de conversas entre o atacante e a ex-namorada mostrarem o jogador fazendo ameaças à vida da garota. Nas conversas, em que o atleta também faz diversas ofensas a Amanda, Pedrinho se queixa de ela manter um celular dado por ele. Em mais de um momento, diz que vai matá-la.
Veja também

Jornal espanhol fala em acerto do Barcelona com Vitor Roque por cerca de 40 milhões de euros
Santos recebe proposta de clube turco por Bauermann, investigado em esquema de aposta
Após o conhecimento das mensagens ameaçadoras, o São Paulo não hesitou em rescindir o contrato do jogador por justa causa.
O ge ouviu fontes dentro e fora do clube, e foi unânime que a decisão pela justa causa ocorreu pelo fato de Pedrinho ter mentido ao clube quando lhe foi dado o benefício da dúvida. Em todo momento em que foi questionado, ele afirmou que a vítima "estava inventando". Ao ter ciência das conversas, o São Paulo não teve mais dúvida sobre o comportamento do atleta.
Os advogados de Pedrinho, de acordo com apuração da reportagem, alegam que o clube não fez qualquer sindicância e não esperou o processo ser finalizado para tomar tal decisão. Por conta disso, entraram com a ação pedindo a reversão.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_bc8228b6673f488aa253bbcb03c80ec5/internal_photos/bs/2023/k/g/YQG1OGSq26CkJrqf94pQ/pedrinho3.webp)
Foto:Reprodução
Logo após o comunicado oficial do São Paulo, Pedrinho disse em suas redes sociais que a rescisão era "injusta" e que ele era vítima na situação. Afirmou, ainda, que "a rescisão contratual foi baseada em criminoso vazamento seletivo de antigas e editadas mensagens, que desobedeceu a medida judicial existente a meu favor".
O São Paulo, porém, consultou na época uma especialista em relacionamentos para analisar o caso, e foi diagnosticado um relacionamento tóxico do casal por inúmeros episódios de brigas relatados. A recorrência de agressões das duas partes poderia se tornar algo ainda mais grave, e o clube decidiu que não queria mais Pedrinho no elenco.
O clube alegou, na época, que em nenhum momento fez juízo de valor sobre a ocorrência ou não da agressão física. O que foi decisivo para o desligamento foi a omissão por parte de Pedrinho das ameaças e ofensas verbais, tais como: "sua putinha, vagabunda e eu vou te matar"
Procurado, o São Paulo afirmou não ter sido notificado sobre a ação na qual Pedrinho entrou contra o clube e, por isso, não irá se manifestar.
Fontes ouvidas pela reportagem afirmam que não há nenhuma possibilidade de o jogador voltar a vestir a camisa do Tricolor, independentemente se ele vencer ou não a ação trabalhista.
O processo de Amanda Nunes contra Pedrinho continua sob os cuidados da Justiça. O jogador pertence ao Lokomotiv, da Rússia, e está sem clube desde sua rescisão.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram
O ge conversou com especialistas nesse tipo de caso e, por Amanda ter acionado a Lei Maria da Penha, a investigação criminal e o processo criminal instaurados vão transcorrer normalmente, independentemente do casal fazer as pazes ou não.
Fonte:GE