A Microsoft, a Accenture e o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) prepararam a seis mãos um guia para capacitar conselheiros a lidar com o tema da Inteligência Artificial e apoiar decisões estratégicas sobre o temas nas reuniões de Conselhos de Administração.
Para Rodolfo Eschenbach, presidente da Accenture para o Brasil e América Latina, os conselheiros não precisam ser especialistas em IA, mas precisam saber fazer as perguntas certas em diferentes temas. — Não é preciso ser um expert. Você tem que ter um nível suficiente para questionar se os executivos estão trilhando o caminho certo — diz Eschenbach.
O nível de desconhecimento da tecnologia entre os conselheiros é grande — mas isso é natural, assim como é o desconhecimento sobre o tema na sociedade em geral, aponta a CEO da Microsoft Brasil, Tânia Cosetino.
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— Novas tecnologias levam tempo para serem compreendidas e incorporadas ao negócio. O Chat GPT levou três meses para atingir 100 milhões de pessoas no mundo. É uma tecnologia que está atropelando, impedindo aquela velocidade natural de aquisição de conhecimento.
Como eu acelero a aquisição de conhecimento para que a empresa possa entrar nessa jornada acelerada de adoção de tecnologia? Espero me capacitar para adotar ou vou me capacitando na medida que eu vou adotando? As empresas estão entendendo que esperar pra ver vai custar mais caro --- diz a CEO da Microsoft Brasil.
Uma pesquisa com 1200 participantes de um congresso do IBGC revelou que 47% ainda não incoporaram a tecnologia em suas práticas de governanca. — Outros 42% declararam que suas empresas estão explorando formas de integrar inteligência artificial generativa nos planos de capacitação de times e dos conselheiros, e nos seus processos — diz Valéria Café, diretora geral do IBGC.
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Dentre as perguntas sugeridas no guia de IA para conselheiros estão:O time da empresa está capacitado para incorporar IA? Como a IA está inserida na estratégia da empresa? Como os recursos serão alocados para a tecnologia? Qual o risco e como mitigá-lo? A empresa está garantindo que os algorítimos não serão discriminatórios? O uso da IA está alinhado a princípios éticos e em conformidade com a LGPD? Como você alocar recursos e capital?
Fonte: O Globo