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Pesquisadoras de Mato Mato Grosso desenvolvem material biodegradável que pode substituir plástico
Foto: Reprodução

Conforme a pesquisa, os resultados obtidos é que o material biodegradável pode ser produzido a partir de amidos, presentes na mandioca, batata-doce, batata inglesa e batata Asterix, e do colágeno de peixe

Um grupo de pesquisadoras de Mato Grosso trabalham em um projeto que desenvolve um material biodegradável (biofilmes naturais), que pode ser usado para substituir o plástico sintético. O projeto é desenvolvido pelas cientistas da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat).

 

Conforme a pesquisa, os resultados obtidos é que o material biodegradável pode ser produzido a partir de amidos, presentes na mandioca, batata-doce, batata inglesa e batata Asterix, e do colágeno de peixe. A pesquisa mostrou que o material desenvolvido tem propriedades físico-químicas, mecânicas, estruturais e de biodegradação similares a filmes plásticos.

 

Com o uso do material biodegradável, pode-se reduzir a produção do material sintético, que em muitos casos, acabam no meio ambiente de maneira incorreta. O material sustentável pode colaborar na produção de alimentos ao oferecer alternativas viáveis e ecológicas aos plásticos sintéticos, derivados de petróleo.

 

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Segundo a professora doutora Raquel Aparecida Loss, que integra o projeto, o plástico desenvolvido poderá ser utilizado para diversas situações, principalmente na embalagem de alimentos. “Compostos por materiais biológicos, podem ser usados em embalagens de alimentos diversos, filmes e revestimentos com propriedades biodegradáveis, além de minimizar a poluição e o desperdício, mantendo a qualidade e a segurança dos alimentos, prolongando sua vida útil sem a necessidade de substâncias químicas prejudiciais.

 

Essa transição para materiais mais ecológicos é essencial para promover uma produção alimentar mais sustentável e reduzir os riscos ambientais associados aos plásticos tradicionais”, disse.

 

Foto: Reprodução/Freepik

 

O projeto da Unemat justifica que dos plásticos derivados do petróleo, 76% do material acabam em aterros ou no ambiente natural, 14% são incinerados e apenas 10% dos plásticos são reciclados após o uso. A tendência, até 2050, é de que haverá a produção de cerca de 1,1 bilhão de toneladas de resíduos plásticos.

 

Loss frisa que a alternativa para substituir os plásticos sintéticos é a elaboração dos filmes biodegradáveis obtidos a partir de matéria-prima renovável, que podem substituir total ou parcialmente este tipo de material. “Utilizamos materiais renováveis, abundante e de baixo custo. O amido é um exemplo ideal, pois é renovável, abundante e apresenta preço competitivo, comportamento termoplástico e biodegradabilidade, são eles, o milho, trigo, arroz, mandioca e batata, cada um com diferentes composições, que podem influenciar na formação do filme”, pontuou.

 

“O aproveitamento de matérias-primas alimentícias para obtenção de produtos de valor agregado que podem ser aplicados na área de alimentos, podem impactar positivamente em diversos dos Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável”, destacam as autoras em um estudo publicado.

 

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A pesquisa “Produção e caracterização de biopolímeros obtidos a partir de amidos de diferentes tubérculos e colágeno de peixe” foi desenvolvida a por um edital voltado às mulheres cientistas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat).

 

Fonte: Revista Cenarium

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