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PF não vai tolerar ataques à democracia, diz Andrei Rodrigues ao assumir comando do órgão
Foto: Reprodução

Declaração acontece dois dias após vândalos bolsonaristas radicais terem invadido Planalto, Congresso e STF, depredado prédios e destruído obras de arte, móveis e equipamentos.

O novo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou nesta terça-feira (10) que a corporação não irá tolerar ataques à democracia.

 

Rodrigues deu a declaração na cerimônia que marcou o início oficial da nova gestão à frente da PF.

 

No último domingo (1º), vândalos bolsonaristas radicais invadiram em Brasília o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal e depredaram os prédios, destruindo obras de arte, móveis e equipamentos.

 

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"Somos a polícia judiciária da União, responsáveis pela apuração das infrações penais contra a ordem política brasileira. Atuaremos com muita firmeza e nos estritos termos da lei, como deve ser uma instituição de Estado. Aqueles que praticaram crimes ou se omitiram quando deveriam agir serão responsabilizados", afirmou Rodrigues.

 

"A Polícia Federal, no limite das suas responsabilidades, não irá tolerar ataques à democracia. E é com grande senso de responsabilidade que seguiremos nosso papel de instituição de Estado, fiéis aos princípios e valores da Constituição de 1988", acrescentou.


Andrei Rodrigues disse ainda que a "violência virtual" mostrou o que chamou de "face real" e "materializou-se perigosamente diante de todos nós".

 

"As palavras de ódio se concretizaram em ações tangíveis, que ameaçaram o edifício do Estado Democrático de Direito. Felizmente, nossas instituições resistiram. Desinformação em massa, manipulação, ameaças e ações terroristas não intimidaram os órgãos responsáveis pela guarda da Constituição Federal e pela garantia do respeito à soberania popular", acrescentou.

 

No discurso, Andrei Rodrigues também abordou outros temas:

 

PF sem interferências


"Não permitiremos que projetos pessoais, interferências ou pressões de agentes públicos, grupos ou holofotes da mídia pautem qualquer ação institucional. Absolutamente nenhum desvio de finalidade será tolerado", afirmou.

 

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"Essa problemática em especial, a disseminação criminosa da mentira no mundo digital, nos é particularmente desafiador. Não apenas porque se insere na gama de atribuições legais da Polícia Federal, mas porque demonstrou em acontecimento recentes sua efetiva nocividade", declarou. 

 

Fonte: G1

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