Após dois dias seguidos de ataques a armazéns e pontos de ajuda, ONU reforça a preocupação com ameaças constantes a operações humanitárias
Um novo incidente na Cidade de Gaza, nesta quinta-feira (14/3), aumentou a preocupação com a segurança das operações humanitárias no local. Segundo agências de notícias, seis palestinos morreram e 83 ficaram feridos enquanto esperavam a chegada de caminhões de ajuda.
O fato ocorreu um dia depois do bombardeio contra um armazém e centro de distribuição de alimentos no sul de Rafah, que matou pelo menos um funcionário da Agência da ONU de Assistência aos Refugiados Palestinos (Unrwa) e feriu outras 22 pessoas.
Em comunicado logo após o ataque israelense, o comissário-geral da Unrwa, Philippe Lazzarini, disse que o armazém atingido era um dos “muito poucos pontos de distribuição restantes” da agência. O coordenador de Ajuda de Emergência da ONU, Martin Griffiths, questionou a viabilidade de manter as operações de ajuda, na medida em que as equipes e os suprimentos “estão constantemente sob ameaça”. Ele apelou pela proteção das ações humanitárias e pediu o fim da guerra.
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Fotos gráficas do armazém mostravam uma caixa de suprimentos coberta de sangue perto da entrada da instalação. Mas os danos nos suprimentos foram mínimos, de acordo com a Unrwa.
A agência da ONU também alertou que supostos planos israelenses para transferir 1,4 milhão de palestinos de Rafah para “ilhas humanitárias” no norte do enclave seria uma medida “apocalíptica”.A proposta surge em meio à profundas preocupações expressas pela comunidade internacional sobre uma iminente invasão israelense em Rafah.
A diretora de Comunicações da Unrwa, Juliette Touma, questionou para onde as pessoas seriam evacuadas. Nas palavras dela, “nenhum lugar é seguro em toda a Faixa de Gaza, o norte está destruído, cheio de armas não detonadas, é praticamente inabitável”. Touma afirmou que qualquer nova escalada seria “absolutamente apocalíptica”.
De acordo com a Unrwa, pelo menos 165 membros da equipe foram mortos, inclusive enquanto cumpriam o dever em Gaza, desde 7 de outubro. Mais de 150 instalações foram atingidas, dentre elas muitas escolas.Para aumentar o envio de ajuda em Gaza, uma nova rota marítima humanitária está sendo criada. Nesta quinta, um navio de uma ONG que partiu do sul de Chipre permaneceu atracado ao largo da costa de Gaza.
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A iniciativa é uma missão conjunta que envolve a World Central Kitchen, parceira da ONU, e a instituição de caridade de busca e salvamento Open Arms, em suposta coordenação com as autoridades israelenses e a comunidade internacional. O objetivo é entregar 200 toneladas de suprimentos humanitários ao norte do enclave sitiado assim que um cais for construído ao sul da Cidade de Gaza.
Fonte: Extra