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Polícia conclui inquérito sobre ataque a tiros em escola do Paraná e indicia dois suspeitos por homicídio qualificado
Foto: Reprodução

Outros dois suspeitos seguem sendo investigados por comércio ilegal de arma de fogo; casal de namorados Karoline Verri Alves, de 17 anos, e Luan Augusto, de 16, morreu durante ação do assassino, encontrado sem vida dias depois

A Polícia Civil do Paraná concluiu o inquérito sobre o ataque a uma escola em Cambé (PR), em que morreram os namorados Karoline Verri Alves, 17 anos, e Luan Augusto, 16, na semana passada. O ataque foi no Colégio Estadual Professora Helena Kolody.

 

Além do autor do crime, de 21 anos, preso em flagrante e encontrado morto dois dias depois, quatro homens foram presos durante a investigação. De acordo com a polícia, dois deles foram indiciados por homicídio qualificado, e os outros dois seguem sendo investigados por comércio ilegal de armas de fogo. O inquérito será encaminhado ainda nesta quarta-feira (28) à Justiça.

 

O autor do crime prestou depoimento no dia do ataque e detalhou o planejamento, o que auxiliou os investigadores a identificarem os demais suspeitos. Ele foi aluno da escola até 2014. Como o assassino foi encontrado morto dentro da Casa de Custódia de Londrina, onde estava detido desde o crime, ele não será indiciado, por força do princípio da extinção da punibilidade.

 

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Antes do ataque, segundo a polícia, o assassino conheceu pela internet um homem de 18 anos que foi preso em Gravatá, no estado de Pernambuco, apontado como o mentor intelectual do ataque à escola.

 

— Mensagens encontradas no celular do autor do crime mostram que o jovem de Gravatá o incentivou a cometer o crime — informou o delegado-chefe da Subdivisão da PCPR em Londrina, Fernando Amarantino Ribeiro Gonçalves Amorim. — Ele foi indiciado por homicídio doloso pela Polícia Civil, visto que teve contribuição fundamental na execução do crime, instigando e direcionando o executor.

 

DOIS INDICIADOS


O suspeito de 18 anos foi preso em Pernambuco. Com ele, foram apreendidos materiais que ainda vão passar por perícia. O jovem já vinha sendo investigado pela polícia pernambucana, desde o ano passado, quando ainda era menor de idade, por atos infracionais análogos aos crimes de armazenar imagens de crianças em cenas de sexo e terrorismo. Um homem de 21 anos, morador de Rolândia, detido no mesmo dia do ataque, é suspeito de ter auxiliado na compra de materiais. Os dois foram indiciados.


Também foram presos outros dois homens, de 35 e 39 anos, moradores de Rolândia. De acordo com a polícia, eles são suspeitos de colaborar com o fornecimento da arma de fogo e munição empregada no ataque. No entanto, conforme as investigações, nenhum dos dois sabia para que os materiais seriam utilizados. Eles são investigados por comércio ilegal de arma de fogo e munição.

 

— Ambos já têm passagens pela polícia por porte ilegal de armas, tráfico de drogas, furto, receptação e violência doméstica — detalhou o delegado Ribeiro.

 

QUATRO PRESOS


Na sexta-feira, a polícia prendeu o quarto suspeito de envolvimento no caso. O acusado, um homem de 35 anos, foi encontrado na cidade de Rolândia, no norte do estado.

 

"A Secretaria de Segurança Pública do Paraná informa que um homem de 35 anos foi preso pela Polícia Civil nesta sexta-feira (23) em Rolândia, dentro das investigações do atentado ao Colégio Estadual Helena Kolody, ocorrido em Cambé, na última segunda-feira", disse a secretaria em nota.



O terceiro suspeito havia sido preso nesta quarta-feira. Ele tem 18 anos e foi preso em Gravatá, no interior de Pernambuco, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp-PR). Gravatá fica a 83 km do Recife.

 
A prisão foi feita depois de o autor do ataque ser achado morto na cela onde estava, na Casa de Custódia de Londrina. Ele dividia a cela com um outro suspeito preso por envolvimento com o atentado, que avisou um agente penitenciário.

 

"Na tarde desta quarta-feira (21/06) um outro homem, de 18 anos, foi preso por suspeita de ligação com o episódio ocorrido em Cambé. A captura ocorreu em Gravatá, no estado do Pernambuco, após expedição de mandado de prisão solicitado pela Polícia Civil do Paraná. O cumprimento contou com auxílio de policiais daquele estado. As investigações da PCPR sobre esse caso seguem em andamento", informou em nota a Secretaria de Segurança Pública do Paraná.

 

O corpo de Luan foi velado ontem em Cambé, e enterrado em uma cerimônia aberta ao público. O avô do adolescente disse no velório que perdoava o assassino.

 

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Fonte:  O Globo

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