James Nott é parte de um grupo de pessoas que compram e vendem partes do corpo humano ilegalmente na internet, e incluía até um funcionário do necrotério de Harvard
"Apenas meus amigos mortos", declarou James Nott, quando o Departamento Federal de Investigação (FBI) bateu em sua porta, no estado do Kentucky, na última terça-feira (11), perguntando se havia mais alguém no apartamento. Os agentes da polícia americana tinham um mandado de busca, relacionados a uma queixa criminal que relaciona o homem a uma rede de pessoas que compram e vendem partes do corpo humano ilegalmente.
Cerca de 40 crânios estavam espalhados pela casa de Nott — um estava com um lenço na cabeça e outro foi encontrado no colchão onde ele dormia — segundo o relato apresentado pelo FBI. Os agentes também encontraram medulas espinhais, fêmures, ossos do quadril e uma mochila da Escola de Medicina de Harvard — um gerente do necrotério da faculdade é acusado de roubar partes de cadáveres e vendê-las na internet.
Esta rede foi descoberta há cerca de um ano, quando a polícia da Pensilvânia recebeu uma denúncia sobre a presença de possíveis restos humanos na casa de um homem chamado Jeremy Pauley. Chegando ao local, o FBI encontrou órgãos e pele, entre outras partes.
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Através de Pauley — que, de acordo com a CNN, deve se declarar culpado no tribunal —, as autoridades chegaram ao nome de Cedric Lodge, que trabalhava em Harvard, e acabou sendo demitido. Agora, ele enfrenta acusações federais por roubar, vender e transportar as partes do corpo.
James Nott usava uma conta nas redes sociais, com o nome falso de William Burke — um serial killer escocês do século XIX, que vendia os corpos de suas vítimas —, para postar fotos de restos humanos e comercializá-los. Há registros de suas atividades até o mês de junho, incluindo conversas virtuais, e o envio de fotos de crânios para Pauley há um ano, de acordo com a denúncia.
Durante as buscas no apartamento de Nott, na cidade de Mount Washington, o FBI diz ter encontrado várias armas, incluindo um rifle AK-47. Ainda segundo a CNN, o dono do imóvel está enfrentando "apenas" uma acusação federal de porte ilegal de arma de fogo, por ser uma pessoa com status de criminoso condenado. Portanto, ainda não foi acusado de crimes relacionados aos restos humanos.
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Em 2011, ele se declarou culpado de possuir componentes de um dispositivo explosivo não registrado. Nott está detido no Oldham County Detention Center, sem direito à fiança, e sua audiência de acusação está marcada para o dia 4 de agosto. Procurada pela mídia americana, sua defesa não quis comentar o caso.
Fonte: Extra