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Polícia fará perícia em 'Ozempic falso' após mulher ser internada no Rio
Foto: Reprodução

A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar o caso da mulher que foi internada após aplicar, em casa, uma dose de um produto falsificado vendido para ela como se fosse Ozempic, medicamento destinado ao tratamento da diabetes tipo 2, mas que virou febre para a perda de peso. A família da paciente entregou a caneta do medicamento na 13ª DP (Ipanema). O produto será submetido à perícia.

 

A paciente, uma economista de 46 anos, relata que se arrumava para viajar para Paris quando começou a se sentir desorientada após aplicar o medicamento.

 

— Estava tonta, suando o tempo inteiro, com frio e com os lábios roxos. Nunca tinha sentido nada parecido com isso — contou ela, que toma Ozempic há cerca de um ano.

 

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A paciente chegou ao hospital apresentando sintomas de doença neurológica. Segundo Luciana Lopes, coordenadora de endocrinologia do Hospital Copa D’Or, assim que foi examinada, a equipe médica desconfiou que o remédio era falso.

 

— A gente não sabia o que tinha nessa caneta que a paciente usou em casa. Então, a médica da emergência pediu que a família levasse o medicamento até o hospital para averiguar e, claramente, parecia uma caneta de insulina, cujo rótulo foi trocado.

 

A caixa é igual, mas a caneta é em um azul mais escuro que o azul do Ozempic. Não podemos garantir, porque não analisamos a substância em laboratório, mas cabe uma investigação — afirmou.

 

Apesar de ter notado a diferença na aparência da caneta, a paciente disse que não cogitou que poderia se tratar de um produto falsificado:— Quando fui comprar o remédio na farmácia, o atendente tentou me vender quatro caixas.

 

Ele disse que o Ozempic teria uma nova marca e que a procura estava muito alta, o que causaria uma escassez. Quando vi a cor mais escura, achei que tinha relação com isso. Nunca passou pela minha cabeça que poderia ser outra coisa.Para o marido da vítima, que fez o boletim de ocorrência na delegacia, esse caso é um problema de saúde pública e deveria motivar ações preventivas:

 

— Não é a primeira vez que vendem esse tipo de remédio falsificado. Então, deveriam emitir mais comunicados sobre como identificar o produto original. É uma questão de saúde pública.

 

A Rede D’Or comunicou o caso ao laboratório Novo Nordisk, que fabrica o Ozempic e que já tinha relatado ter sido notificado de outros casos de falsificação do remédio, no Rio e em Brasília. Segundo a empresa, “há indícios de que canetas de insulina Fiasp FlexTouch foram readesivadas com rótulos de Ozempic, possivelmente, retirados indevidamente de canetas originais do medicamento”.

 

Após informar o caso ao laboratório e à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Rede D’Or emitiu um comunicado interno para alertar os profissionais dos seus 70 hospitais no país.

 

Em junho, a Organização Mundial da Saúde (OMS) fez um alerta após constatar lotes falsificados do medicamento no Brasil, no Reino Unido e nos Estados Unidos. Em comunicado, a entidade afirma que os produtos podem ter “efeitos nocivos para a saúde das pessoas” e conter algum “ingrediente ativo não declarado, levando a uma gama imprescindível de riscos ou complicações”.

 

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Já foram identificados no Brasil como falsos os lotes MP5A064, LP6F832 e MP5C960. A Polícia Civil informou que o caso foi registrado na 13ª DP (Ipanema) e que o produto suspeito será enviado para perícia. 

 

Fonte:Extra

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