Por Xico Nery, correspodente do "PORTAL DO ZACARIAS" no interior do Amazonas - “Operação Prensa" deflagrada pela Polícia Federal com apoio do Ibama e da Funai contra o garimpo ilegal no Sul do Estado vai se estender por mais dez dias.
A informação foi dada na quinta-feira (22) pelo Departamento de Polícia Federal (DPF) em entrevista à imprensa. Segundo o órgão, "a operação será realizada até atingir seus objetivos" - que é destruir todas as dragas operando os garimpos ilegais da região do Rio Madeira".
Até a quinta-feira pela manhã cerca de 223 balsas que operavam no Lago dos Reis e ao longo do rio Madeira tinham sido destruídas pelas forças de segurança federais.
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No segundo dia da "Operação Prensa", agentes da Polícia Federal prenderam 16 garimpeiros suspeitos de liderarem o levante, ameaçar e denegrir agentes e fiscais do Ibama e Funai com lançamento de fogos de artifícios direcionados as forças de segurança que atuam no desmonte dos garimpos humaitaenses.
Em represália a presença da Polícia Federal, garimpeiros que fugiram da zona de conflito com agentes da Polícia Federal, Funai e Ibama, ocuparam a área portuária para enfrentarem os agentes, inclusive arremessando pedras, paus e tiros de rojão nos policiais que desembarcaram no porto da Colônia de Pescadores Z-31. Largo da Prefeitura antiga de Humaita e da praça da Igreja matriz da cidade de Humaita ocupada pelos garimpeiros rebelados.
Os garimpeiros do Lago dos Reis, Barragem, Tambaqui, Tabuleta e na divisa de Humaita e Manicoré, "áreas de maior concentração de balsas e dragas formando grandes comboios estacionados no meio do Rio Madeira e seus afluentes, lagos e igarapés.
Agentes da Polícia Federal, Ibama e Funai, segundo informações, além dos 16 garimpeiros presos na Delegacia de Polícia Civil de Humaita, podem ser responder por tentativa de homicídio, vandalismo majorado (parte física desfeitos teriam participado do incêndio as sedes do Ibama e ICMBIO, no primeiro levante em 2017), parte ilegal de arma, munições e crime de usurpação do patrimônio da União.
Em 2023, a Polícia Federal destruiu quase uma centena de balsas e dragas ao longo do Rio Madeira na região de praias. Este ano, numa incursão surpreendente, foram destruídas outras embarcações.
Na última quarta-feira 21, a PF, Ibama e ICMBIO deflagraram a "Operação Prensa" direcionada especificamente para os garimpos ilegais na biomassa do Lago dos Reis e do entorno, "microrregião sob proteção ambiental ocupada por mais de 209 balsas, dragas, navio-tanque e até boates clandestinas, pontos de venda e consumo de drogas.
De acordo com relatório de inteligência vazado por policiais donos de dragas e balsas (escarifucas, que usam motores de 4 polegadas), "no segundo dia da operação giram destruídas cerca de 223 equipamentos, apreendidos materiais e quantidade não revelada de ouro.
Segundo vereadores que apoiam a lavra garimpeira na Calha do Madeira, mas que criticam o sistema de extração ilegal de minério, "os extrativistas minerais familiares ao longo de décadas vêm sendo enganados por falsos milagreiro que prometem a legalidade da atividade".
- Desde o século passado foram criadas várias cooperativas patronais e obreiras. "Nenhuma diz para que, para quem é para quem foram destinadas as arrecadações em dinheiro e cotas de ouro sob a promessa de se trabalhar regularizado". Uma dessas entidades, segundo informações, teria movimentado em seis meses até R$ 200 milhões em ouro vendido no mercado boliviano da Província de Guataramerin.
- Logo a seguir, na chegada do inverno amazônico, a época, os dirigentes teriam decretado a sua falência e o dinheiro dos cooperados sumiu, disseram fontes de outra cooperativa.
Em quase três décadas o movimento garimpeiro sofrido revezes em sua atuação no Vale do Madeira. Segundo informações, "autoridades responsáveis promovem audiências públicas, defendem a legalidade da lavra, pessoas arrecadam dinheiro a documentação e ao final, "a conta só vai para a prefeitura de Humaita, Manicoré, Novo Aripuanã, Borba e Nova Olinda do Norte.
Por sua vez, na última quarta-feira (21/08), surpreendidos durante o curso da "Operação Prensa" donos das 223 dragas e balsas destruídas na ação da Polícia Federal, Ibama e Funai, tentaram invadir a Prefeitura de Humaita. Sem sucesso marcharam até a casa do prefeito Dedei Lobo (União Brasil), em represália ocuparam a área mas foram contidos por um forte e bem armado aparato da Polícia Militar local.
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Enfraquecidos, os garimpeiros capitulação na ação de chamar a atenção para sua causa, "que já se arrasta por décadas" vez que, "não respeitariam as normas estabelecidas pela Agência Nacional de Mineração (ANM) e a legislação ambiental, apontam técnicos de escritório privado local. Situação semelhante acontece com o uso indiscriminado de mercúrio (metal pesado já banido no mundo inteiro) durante o processo de beneficiamento, ainda desgarrado diretamente no Rio Madeira, seus afluentes, lagos e igarapés locais operados por dragueiros e pequenos mineradores.