Grandes quantias em dinheiro, além de jóias e carros de luxo, também foram apreendidas durante operações simultâneas realizadas nesta quarta-feira
A Polícia Federal divulgou que o esquema criminoso de contrabando e venda de ouro extraído de garimpos ilegais teria movimentado mais de 6 bilhões de reais somente entre os Estados do Amazonas e Roraima.
Em Roraima foram cumpridos 2 mandados de prisão preventiva e 40 de busca e apreensão nos estados de Roraima, Amazonas, Goiás e Distrito Federal, expedidos pela 4ª Vara Federal da Seção Judiciária de Boa Vista-RR.
Em Manaus, capital do Amazonas, foi apreendida alta soma em dinheiro, joias confeccionadas em ouro e carros de luxo, em ações que tiveram como alvos o Supermercado Nova Era e a Concessionária de compra e venda de Veículos “Lobos” Multimarcas, que tem loja matriz e várias filiais localizadas na Zona Sul de Manaus.
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Também foi confirmado que foram presos dois envolvidos no esquema crimnoso foram presos durante a "Operação Emboadas" deflagrada em Manaus às 6h da manhã de hoje. Os dois presos não tiveram os nomes divulgados.

Coletiva na Polícia Federal para divulgação
de detalhes da operação

Além do Supermercado Nova Era a Concessionária
de Veículos Lobo Multimarcas também foi alvo da
operação da PF nesta quarta-feira em Manaus
O esquema envolveria o contrabando de ouro venezuelano, o qual entraria clandestinamente no Brasil como pagamento pela exportação de alimentos por mercados de Roraima e do Amazonas.
De acordo com a PF, transportadoras contratadas esconderiam no interior de caminhões o ouro contrabandeado, que entrariam em Roraima sem os procedimentos necessários e pagamento de tributos.
Posteriormente, o minério seria comprado por outros integrantes do esquema e enviado para empresas atuantes no ramo de exploração de minério aurífero, responsáveis por concretizar o pagamento aos supermercados e às distribuidoras de alimentos.

Grupo criminoso investigado pela PF movimentou mais de
R$ 6 bilhões e muitas jóias em ouro fazem parte
desse património ilícito apreendido durante
as operações (Fotos: Divulgação)
Segundo o inquérito, os principais investigados desse esquema também teriam envolvimento com a exploração clandestina do minério em Terras Indígenas Yanomami, e em garimpos espalhados em outros estados.
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Além dos mandados de prisão e buscas, a Justiça também determinou a indisponibilidade de ativos financeiros, veículos e aeronaves dos investigados.
Os investigados responderão pelos crimes de usurpação de bens da União, organização criminosa, lavagem de dinheiro, extração ilegal do ouro, contrabando, falsidade ideológica, receptação qualificada e outros tipos penais.