A segunda fase da Operação Entulho está cumprindo mandados de busca e apreensão desde às 6h desta quinta-feira
A Polícia Federal, em ação conjunta com a Receita Federal e o Ministério Público Federal, deflagrou nesta quinta-feira, 22/6, a Operação "Dente de Marfim", com o objetivo de combater crimes de sonegação fiscal, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e corrupção.
A operação mobiliza 70 policiais federais, que cumprem 16 mandados de busca e apreensão em locais estratégicos identificados durante as investigações. Ainda foi deferido o bloqueio no valor de R$ 30 milhões das contas bancárias e ativos financeiros, dentre outros bens de 34 pessoas físicas e jurídicas.
A ação é o resultado de um relatório financeiro da Receita Federal, que apontou indícios de irregularidades ligadas a um escritório de advocacia e contratações públicas.
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É a segunda fase da Operação Entulho iniciada desde às 6h da manhã desta quinta-feira, 22, e de acordo com informações preliminares estão sendo cumpridos 16 mandados judiciais.
A primeira fase foi realizada na última terça-feira, 20, quando foram cumpridos oito mandados de prisão e 13 mandados de busca e apreensão.
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A Operação Dente de Marfim é a segunda fase da
Operação Entulho e mandados de busca e
apreensão estão sendo cumpridos
A operação também investiga há cerca de três anos uma organização criminosa que atua no esquema de notas fiscais fraudulentas e já sonegou mais de R$ 245 milhões dos cofres públicos.
Desta vez, um dos principais alvos da Operação Dente de Marfim, que é o desdobramento da Operação Entulho, é o empresário e ex-presidente da Rede Diário de Comunicação, Francisco Cirilo Anunciação.
Os policiais federais cumpriram mandado de busca e apreensão no começo da manhã na residência de Francisco Cirilo, no Condomínio Efigênio Sales, bairro de Flores, Zona Centro-Sul de Manaus,
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Policiais federais na porta da residência
do empresário e ex-diretor-presidente da Rede Diário
de Comunicação, Francisco Cirilo Anunciação,
um dos alvos da operação da PF
Durante as investigações, foram delineadas três linhas de trabalho. A primeira delas está relacionada à contratação, em 2016, de uma empresa de conservação, construção e pavimentação, durante a gestão do ex-prefeito Arthur Neto, sem a realização de licitação, fato que foi amplamente divulgado na imprensa local e objeto de denúncias aos órgãos de fiscalização.
Verificou-se que a referida empresa recebia a maior parte de suas receitas por meio desse contrato, ocasião em que foram identificados indícios de emissão de notas fiscais com informações falsas por empresas que prestaram serviços à mencionada empresa, destacando o envolvimento de um escritório de advocacia.
A análise dos dados financeiros revela a suspeita de atividades do mencionado escritório, que recebia altas quantias após o pagamento de valores transferidos pela empresa de conservação, construção e pavimentação. Por sua vez, constatou-se que as notas emitidas para a empresa possivelmente eram destinadas a um indivíduo identificado pela investigação como empresário e antigo líder de um partido político no Amazonas, que recebeu pagamentos significativos da empresa investigada e de seus sócios.

Na primeira fase realizada na última terça-feira a
Polícia Federal cumpriu nove mandados de prisão
e treze mandados de busca e apreensão
A segunda linha investigativa revela a persistência das atividades ilícitas mesmo após a mudança de gestão municipal. A investigação descobriu que a conexão entre os investigados e a administração municipal não se limitava apenas a negócios contratuais. Foram identificadas nomeações para cargos no âmbito municipal, bem como a troca de favores que envolviam desde o fornecimento de material até a contratação de pessoal, havendo indícios que sugerem pagamento de vantagens indevidas pela empresa ao gestor da secretaria municipal.
A terceira linha investigativa foca na queda da empresa, que não teve seu contrato renovado, bem como no possível envolvimento de um servidor de órgão fiscalizador, com suposta influência nas negociações com a administração pública local.

Mandado de busca e apreensão sendo cumprido
no escritório da Empresa Mamute (Fotos: Divulgação)
As medidas cautelares de busca e apreensão visam obter elementos que comprovem a prática dos crimes investigados, além de aprofundar a investigação sobre o destino dos recursos. Somadas, as penas dos crimes de sonegação fiscal, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e corrupção podem ultrapassar 30 anos.
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Mais detalhes do desdobramento da Operação Entulho, que está em andamento na manhã desta quarta-feira em Manaus devem ser divulgados em entrevista coletiva na sede da Superintendência Regional da Polícia Federal do Amazonas (SRPF/AM) no final da manhã de hoje.
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