NOTÍCIAS
Geral
Polícia Federal faz ação contra quadrilha que trocou malas de brasileiras presas por tráfico de drogas na Alemanha
Foto: Reprodução

Ação visa desarticular organização criminosa que enviava cocaína à Europa através do Aeroporto Internacional de Guarulhos

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira, a segunda fase da Operação Colateral para prender integrantes da quadrilha responsável pelo esquema de tráfico internacional de drogas, que levou a prisão das brasileiras Jeanne Paollini e Kátyna Baía, em março deste ano. Foram cumpridos 16 mandados de prisão nas cidades de Guarulhos e São Paulo. Além disso, foram cumpridos 27 mandados de busca e apreensão. Duas pessoas estão foragidas.


Segundo a PF, dentre os presos, cinco são pessoas consideradas mandantes de três eventos de tráfico internacional de drogas, responsáveis não apenas pelo envio de mais de 120 quilos de cocaína para a Europa, mas por inúmeros outros eventos de tráfico internacional através do Aeroporto Internacional de Guarulhos. Outros alvos da operação são funcionários de companhias aéreas.

 

O delegado Felipe Lavareda disse, em coletiva de imprensa na manhã desta terça, que esses mandantes não eram funcionários do aeroporto, e atuavam no armazenamento e entrega da droga, pagamentos e entrega de celulares que seriam usados dentro do tráfico, que segundo investigações faz parte do esquema de tráfico internacional de uma grande facção criminosa paulista. Ele ainda afirmou que o grupo criminoso atua há pelo menos dois anos e envolve funcionários do Aeroporto de Guarulhos e das companhias aéreas que são cooptados para trocar etiquetas de malas.

 

Veja também 

 

Morte de mulher atropelada no aeroporto de Congonhas deixa funcionários traumatizados

 

Presidente do PL pede expulsão de deputado que tirou fotos com ministros de Lula no Ceará

 

— A PF tem essa responsabilidade após o fato acontecer, mas algumas medidas de segurança são de responsabilidade das companhias aéreas e da concessionária que administra o aeroporto, como o controle das etiquetas, fazer uma investigação social na seleção de funcionários. Tem uma empresa que atua na área interna do aeroporto que seguiu uma orientação da PF e vai usar bodycams em alguns trabalhadores que atuam na área restrita. Também foi proibido, após orientação da PF, o uso de celulares na área restrita do aeroporto — contou o delegado.

 

Em março deste ano, as brasileiras Jeanne Paollini e Kátyna Baía ficaram 38 dias presas em Frankfurt, na Alemanha. As duas foram vítmas de um esquema de funcionários terceirizados do aeroporto e tiveram suas malas trocadas por bagagens com drogas. Ao serem abordadas, as brasileiras disseram não saber a origem da cocaína em suas malas e alegaram que as bagagens não eram delas.

 

Durante a investigação, os agentes identificaram o grupo que enviou 40 quilos de cocaína para a Alemanha por meio da troca de bagagens de passageiros. A ação do bando consiste em retirar a etiqueta da bagagem despachada e colocar em outra, que está com as drogas.


O caso foi elucidado pela Polícia Federal brasileira, que teve acesso a câmeras de segurança do Aeroporto de Guarulhos, que flagram o momento em que membros da quadrilha trocam as etiquetas das malas de Kátyna e Jeanne, que são casadas há 12 anos e pretendiam passar 20 dias de férias na Europa.

 

Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no FacebookTwitterYoutube e no Instagram.

Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram

 

Após enviar farto material probatório às autoridades alemãs, incluindo mais de 200 horas de filmagens do aeroporto, o Ministério Público local concluiu que, de fato, as brasileiras foram presas injustamente e entrou com um pedido direto de liberação das duas. Elas foram soltas e retornaram ao Brasil. 

 

Fonte: O Globo

LEIA MAIS
Copyright © 2013 - 2026. Portal do Zacarias - Todos os direitos reservados.