A pedido da Procuradoria-Geral da República e com a aprovação do Supremo Tribunal Federal, a Polícia Federal cumpre nesta sexta-feira (3) uma série de mandados de busca e apreensão e prisão preventiva contra pessoas acusadas de colaborar com os ataques bolsonaristas a Brasília no último dia 8 de janeiro. Um desses mandados é no próprio Senado Federal.
O alvo é um policial legislativo e, além do próprio Senado, a PF também o procura em sua residência. A identidade do agente ainda não foi divulgada. O que se sabe é que o agente tinha mais de 20 anos de serviço e estava prestes a se aposentar.
A ação prevê o afastamento imediato do cargo e o recolhimento das armas do policial.Ele é acusado de omissão imprópria durante os ataques bolsonaristas às sedes dos três poderes em 8 de janeiro.
Veja também

Ministro revela denúncias sobre 30 meninas Yanomami que engravidaram após abuso de garimpeiros
Genocídio contra povo Yanomami exige medidas mais drásticas, diz Lula em mensagem ao Congresso
Em outras palavras, teria desobedecido por omissão a ordem de combater os vândalos da extrema direita. A PGR ainda pediu que o agente fique impedido de usar redes sociais, sair do país e que seus bens sejam bloqueados. Também ficou estabelecida a proibição do policial de se aproximar do Congresso Nacional, do STF e do Palácio do Planalto.
Foi a própria Polícia Legislativa que iniciou as investigações sobre o agente após os atos golpistas e enviou uma representação à PGR na última semana. De acordo com as investigações diversos policiais se incomodaram com a reação do colega, que lembraria a comemoração de um gol, quando os bolsonaristas quebraram as paredes de vidro e entraram no Congresso.
O principal objetivo da Operação Lesa Pátria, da PF, que nesta data também cumpre mandados em outros 5 estados – Rondônia, Mato Grosso, São Paulo, Goiás e Espírito Santo -, é apreender materiais e documentos que possam comprovar as acusações.
Curtiu? Siga o PORTAL DO ZACARIAS no Facebook, Twitter e no Instagram.
Entre no nosso Grupo de WhatApp e Telegram
Há também uma advogada que é alvo da operação por suspeita de ter recolhido celulares de golpistas no dia dos ataques.
Fonte: Revista Fórum