A investigação aponta um esquema bilionário que desviava recursos do Departamento Nacional de Obras contra as Secas (DNOCS)
A Polícia Federal (PF) deflagrou operações que apuram fraudes em licitação, desvios de recursos públicos, peculato e lavagem de dinheiro envolvendo emendas parlamentares. A ação teve mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao governador do Pará, Helder Barbalho, e sua família, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A investigação aponta um esquema bilionário que desviava recursos do Departamento Nacional de Obras contra as Secas (DNOCS), autarquia vinculada ao Ministério de Desenvolvimento Regional, para empresas ligadas a administrações municipais. O esquema impactou estados como São Paulo, Goiás, Tocantins, Bahia e Minas Gerais.
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Entre os detidos estão o vereador Francisquinho Nascimento (União Brasil-BA), acusado de direcionar licitações na Bahia, e empresários como Alex Rezende Parente e Fábio Rezende. Também foi preso Lucas Lobão, ex-chefe do DNOCS na Bahia durante o governo Bolsonaro.
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A operação coordenada entre PF, Ministério Público Federal e Controladoria-Geral da União (CGU) cumpriu 17 mandados de prisão preventiva e 43 de busca e apreensão. A investigação revela uma complexa rede de corrupção envolvendo gestores, políticos e empresas que fraudaram contratos públicos.