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Polícia Federal prende vereadora de Boa Vista por suspeita de compra de votos
Foto: Reprodução

A prisão ocorreu como parte da Operação Pronta Resposta 2, deflagrada pela Polícia Federal

Neste domingo (6), a candidata à reeleição para a Câmara Municipal de Boa Vista, Juliana Garcia (PP), foi presa pela Polícia Federal durante uma operação que investiga crimes de corrupção eleitoral. Juliana, que é sobrinha do governador de Roraima, Antônio Denarium (PP), foi detida com R$ 7,4 mil em espécie e uma lista contendo nomes de eleitores, levantando suspeitas de que o dinheiro seria utilizado para a compra de votos.

 

A prisão ocorreu como parte da Operação Pronta Resposta 2, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação teve início após a Guarda Municipal apreender, em 4 de outubro, uma sacola contendo cerca de R$ 66 mil, materiais de campanha de uma candidata a vereadora e listas de nomes de possíveis eleitores.

 

Esses indícios reforçaram as suspeitas de que a prática ilegal de compra de votos estaria sendo utilizada no processo eleitoral. Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão na casa de Juliana Garcia, além dos R$ 7,4 mil, foram encontrados uma arma de fogo, munições e equipamentos eletrônicos, que também foram apreendidos pela polícia.

 

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A vereadora foi presa em flagrante pelo crime de corrupção eleitoral, conforme prevê o artigo 299 do Código Eleitoral, que criminaliza tanto quem oferece quanto quem recebe vantagens em troca de votos. Em resposta à ação, a defesa de Juliana Garcia afirmou que a Polícia Federal realizou apenas o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, e negou que houvesse provas de corrupção eleitoral. “Foi localizado apenas valores pessoais que não ultrapassam o montante de 5 mil reais.

 

A vereadora foi encaminhada apenas para prestar esclarecimentos na sede da Polícia Federal”, informou a defesa. A equipe de reportagem do Convergente tentou contato com Juliana Garcia para obter seu posicionamento oficial sobre o ocorrido, mas até o momento não obteve resposta.

 

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A prática de compra de votos é uma grave violação do processo democrático e pode resultar em penas severas, incluindo detenção e cassação de candidatura. A Polícia Federal segue investigando o caso para identificar outros possíveis envolvidos na rede de corrupção eleitoral em Boa Vista. 

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