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Policia Federal realiza 'Operação NaCIO' que investiga fraude de mais de R$ 1,5 milhão durante a pandemia, e em Manaus teve como alvo empresário Gonçalo Rodrigues da Empresa GRS Ambiental. VEJA REPORTAGEM DO 'PORTAL DO ZACARIAS' AO VIVO
Foto: Divulgação

Policiais federais cumprem mandados de busca e apreensão em Manaus e outras duas cidades em Roraima

A Polícia Federal, juntamente com a Controladoria-Geral da União (CGU), cumpre nesta terça-feira, 27, em Manaus, mandados de busca e apreensão na Operação NaCIO, que investiga suspeitas de fraude em licitações, associação criminosa, superfaturamento e lavagem de dinheiro na aquisição de serviços de desinfecção de locais públicos durante a pandemia de Covid-19 para a Prefeitura de Alto Alegre (RR). 

 

A Operação NaClO consiste no cumprimento de 11 mandados de busca e apreensão nos municípios de Alto Alegre (RR), Boa Vista (RR) e Manaus (AM). O trabalho conta com a participação de cinco servidores da CGU e 50 policiais federais.

 

Os envolvidos podem responder pela prática dos crimes de fraude ao caráter competitivo de processo licitatório, fraude em licitação ou contrato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.

 

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Na capítal do Amazonas o alvo principal da operação é a Empresa GRS Ambiental - Comércio e Locação de Equipamentos Ltda, pertencente ao empresário Gonçalo Rodrigues de sousa Filho, localizada na Rua Acaimirim 465, bairro do Tarumã, Zona Oeste de Manaus.

 

A Empresa GRS Ambiental é o alvo principal da

OperaçãoNaCIO deflagrata pela Polícia Federal

em Manaus na manhã desta quarta-feira 

 

As investigações começaram após apuração realizada pela Unidade Regional da CGU em Roraima durante fiscalização determinada pela Lei Complementar nº 173/2020.

 

Ao analisar dispensa de licitação realizada pela prefeitura, os auditores identificaram irregularidades como vínculos entre empresas participantes da pesquisa de preços e sobrepreço, além de superfaturamento na execução e terceirização ilegal.

 

Em Roraima os mandados estão sendo

cumpridos em Alto Alegre e Boa Vista 

 

Os fatos foram informados à Polícia Federal, que aprofundou as investigações e descobriu um esquema cujo objetivo era fraudar licitações e lavar o dinheiro resultante, com características de uma organização criminosa. O prejuízo ao erário foi estimado pela CGU no montante de R$ 1.543.500,00, o que corresponde a 77% do valor do contrato.

 

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O impacto deste esquema vai além do quase R$ 1,5 milhão desviados. Potencialmente inúmeros alto-alegrenses ficaram sem a assistência de saúde adequada, logo no período da pandemia de Covid-19, durante a qual Roraima se destacou negativamente como o estado com maior índice de mortes por 100 mil habitantes.

 

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