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Polícia Federal solicita ao STF devolução dos celulares de Ibaneis Rocha
Foto: Reprodução

Governador afastado do DF é investigado em inquérito que apura condutas de autoridades públicas na invasão à sede dos Três Poderes, em 8 de janeiro. Supremo não se pronunciou sobre pedido.

A Polícia Federal solicitou, nesta quarta-feira (8), a devolução dos celulares do governador afastado do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). O pedido foi feito ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo delegado da PF Raphael Soares Astini.

 

A informação foi confirmada por Cléber Lopes, advogado de Ibaneis, investigado em inquérito que apura condutas de autoridades públicas na invasão à sede dos Três Poderes, em 8 de janeiro (veja detalhes abaixo). O g1 questionou o STF sobre o pedido, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

 

De acordo com o documento enviado ao Supremo, os dados do aparelho já foram extraídos pelo Instituto Nacional Criminalístico da PF e "não mais interessam à presente investigação". O pedido inclui ainda os celulares de:

 

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Valdemar Costa Neto, presidente do PL, ouvido como testemunha pela Polícia Federal;


Fernando de Sousa Oliveira, ex-número 2 da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF), investigado pelo MPDFT;
Marília Alencar, ex-subsecretária de Inteligência da SSP-DF.


INVESTIGAÇÃO 


O governador Ibaneis Rocha é investigado no inquérito do Ministério Público Federal (MPF) que apura a conduta de autoridades de Estado que se omitiram durante a invasão das sedes dos 3 Poderes, no dia 8 de janeiro.

 

Ibaneis está afastado do cargo por 90 dias após decisão do Supremo Tribunal Federal, inicialmente do ministro Alexandre de Moraes, que posteriormente foi mantida em colegiado, por 9 votos a 2. O chefe do executivo nega a omissão.

 

"Não há nada que possa me ligar aos golpistas que atacaram os três Poderes. Eu sempre me comportei de modo colaborar com as investigações e mantenho minha postura", postou Ibaneis, no dia 20 de janeiro.


No mesmo dia, a casa e o escritório de advocacia do governador foram alvo de busca e apreensão, assim como o Palácio do Buriti, sede do governo em Brasília, e a residência do ex-secretário Fernando de Sousa Oliveira, também investigado pelo MPF.

 

O pedido de buscas contra Ibaneis e Fernando Oliveira foi assinado pelo subprocurador-geral da República Carlos Frederico Santos, coordenador do Grupo Estratégico de Combate aos Atos Antidemocráticos da PGR, e foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A Polícia Federal também participou da operação.

 

O objetivo dos procuradores era recolher evidências que ajudem a esclarecer por que essas autoridades teriam deixado de tomar providências efetivas para evitar as ações de vandalismo.

 

À época, a defesa de Ibaneis afirmou que as buscas serão "a prova definitiva da inocência" do governador afastado. Disse ainda que a decisão de busca é "inesperada", e que Ibaneis sempre agiu de "maneira colaborativa" diante da investigação.

 

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Já a defesa do ex-secretário declarou que ele já havia entregue o telefone para a Polícia Federal e que o investigado "confia na Justiça" e que as investigações "apontam para sua inocência". 

 

Fonte: G1

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