A principal preocupação está nos próximos passos da investigação policial, que vai mirar a atual gestão da Abin
A troca do corregedor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) levantou o temor na Polícia Federal de que a investigação que apura irregularidades no órgão possa ser prejudicada.
A avaliação entre policiais federais é que a atual corregedora da Abin, Lidiane Souza dos Santos, foi essencial para o avanço do caso da “Abin Paralela”, que apura monitoramento ilegal de autoridades na gestão Bolsonaro.
Investigadores relataram à coluna que a Corregedoria da Abin é a única área da agência que vem apoiando o inquérito policial que faz um pente-fino no órgão. A principal preocupação está nos próximos passos da investigação policial, que vai mirar a atual gestão da Abin, que tem como diretor-geral o delegado da PF aposentado Luiz Fernando Corrêa. Foi a atual gestão que decidiu não prorrogar o mandato de Lidiane.
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Com término em 31 de agosto, o mandato poderia ser prorrogado por mais dois anos. Oficial de Inteligência da Abin, a corregedora será substituída pelo delegado da PF José Fernando Moraes Chuy. A troca ainda não foi efetuada, mas a escolha do nome já foi feita.
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A mudança também desagradou os servidores e trouxe mais desgaste interno dentro do órgão, já que Chuy não faz parte dos quadros da agência, como Lidiane. Ela foi indicada para a Corregedoria em 2022, pelo ex-diretor da agência Victor Carneiro, aliado do ex-diretor-geral da agência Alexandre Ramagem, que é um dos principais investigados no esquema de monitoramento ilegal de autoridades.
Fonte: O Globo