A Polícia Civil investiga a morte do vendedor David Luiz Porto Santos, de 33 anos, em Curitiba, no Paraná. Ele morreu logo após fazer uma tatuagem no braço. A corporação apura se houve responsabilidade do tatuador no óbito do rapaz, já que os exames são "sugestivos para intoxicação exógena por lidocaína”.
O caso aconteceu em 2021 e vinha sendo investigado desde então. David morreu quando fazia uma tatuagem no braço esquerdo. Segundo a esposa dele relatou à polícia, o marido passou mal depois que o tatuador passou um anestésico em seu corpo para aliviar a dor. Ele foi socorrido e conduzido ao hospital, mas não resistiu.
Ao Terra, a Polícia Civil do Paraná informou que "a princípio, em um primeiro momento o tatuador alegou que a vítima teria solicitado o anestésico para diminuir a dor. No entanto, a esposa da vítima prestou depoimento e contestou a fala do suspeito, alegando que ele havia passado o produto sem autorização".
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O tatuador será ouvido novamente pelos investigadores nos próximos dias, segundo a corporação. O laudo apontou que a causa da morte foi indeterminada, mas sugeriu "intoxicação exógena por lidocaína".
USO DA LIDOCAÍNA
A lidocaína é uma substância que geralmente é encontrada como spray ou gel. Porém, se utilizada de forma indiscriminada e sem orientação médica, pode ser perigosa, causando crises convulsivas, queda de pressão arterial, aumento da temperatura corporal, visão dupla e desmaios, é o que explica uma das edições do podcast Pílula Farmacêutica, da Universidade de São Paulo (USP).
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Sintetizada a partir da folha de coca desde 1943, a lidocaína pode ser utilizada em procedimentos como colonoscopia, intubação, tratamentos odontológicos e até em lesões de pele, como queimaduras e bolhas de herpes zoster. Apesar de ter um uso simples, é recomendado que o anestésico seja utilizado com supervisão profissional.
Fonte:Terra